A emissora carioca Rede Globo faz um jornalismo quase impecável, ou melhor quase 100% ético e incontestável. Mas que sabe fazer bem, isso sabe. No meio esportivo, somando os canais Sportv, a Globo dá um show de bola. Inclusive, recentemente o grupo Globosat criou o Canal Off, dedicado à esportes de ação.
Porém, no quesito esporte, a Globo terá uma nova batalha para enfrentar em 2012. Dessa vez contra o canal Fox Sport, que entrará no ar em fevereiro já com os direitos de transmissão da Copa Santander Libertadores da América. Para a emissora da família Marinho a saída será negociar alguns jogos diretamente com os clubes, como fez com o Campeonato Brasileiro.
A verdade é que a Globo precisa inovar a forma como transmite esporte no Brasil. Há tempos diversos canais vem ganhando cada vez mais espaço.
No ano passado, a Record, por exemplo, principal rival da Globo, mesmo com uma cobertura pífia, ganhou muita audiência com os Jogos Panamericanos, em Gadalajara, no México. E deverá repetir o sucesso com as Olimpíadas de Londres neste ano.
O canal Esporte Interativo, aberto nos canais UHF e TVs pagas, é outro modelo de inovação de transmissão não só pela TV, mas também pela internet. Aliás, a rede online seria uma boa plataforma para a Globo investir no esporte.
O Portal Terra, em outubro de 2011, reuniu alguns números em seu portifólio com transmissões abertas para qualquer internauta durante o Panamericano de Gadalajara, no México. Besteira? Certamente não. Com a ação, o portal somou 220 profissionais envolvidos na operação (84 pessoas deslocadas para cobrir os jogos ao vivo), 13 canais de transmissão, 200 horas no ar ao longo de 18 dias de competição e R$ 180 milhões vendidos em cotas de patrocínio. São números que atraíram uma média de 81 milhões de pessoas em 18 países na América Latina e EUA.
Ou seja, investir em novas plataformas e, dessa forma, abrir para novos consumidores seria uma boa saída para a rede Plim plim não tomar mais gols na cabeça.




