Surf na tela -Atlantic Moon

Atlantic Moon

Quem é leitor assíduo do Surfista Paulistano sabe que eu prometo e acabo não cumprindo a periodicidade das seções que eu crio aqui, kkkkkk. Peço desculpas, não é por mal, kkkkk. Pura falta de tempo. Infelizmente ainda não vivo deste blog. Quem sabe um dia!!! Bem, estou longe de ser político, mas vou bancar um prometendo “tentar” manter mais uma seção viva e atualizada aqui no blog. Vou me esforçar para a “Surf na tela” dar dicas, quinzenalmente de pelo menos um filme que tenha o surf ao longo de sua trama ou que tenha o surf ao longo de 100% de sua trama.

Não vou me atentar apenas aos lançamentos. Vou dar dicas do que der na telha. Seja novo, velho ou muito velho.

A primeira dica é Atlantic Moon, produzido em 1998. Trata-se de uma produção que conta a história do “The Oxbow World Longboard Championships”, evento itinerante anual de longboard que naquele ano aconteceu em meio a paisagem lunar de Fuerteventura, uma das ilhas do arquipélago das Canárias, localizada a cerca de 100 quilômetros da costa de Marrocos.

Produzido pela Opper Sports Productions, a trama mostra a conquista do primeiro título mundial do então jovem prodígio californiano Joel Tudor, reconhecido como um dos mais jovens profissionais de surf da história da ASP. Foi nas esquerdas de El Hiero, conhecida por seus recifes de lava vulcânica, que Tudor levou o caneco pela primeira vez.

Para quem gosta do surf clássico do longboard, o filme é um show de elegância nas performances de atletas como Bonga Perkins, Colin McPhillips, Grant Thomas, Kanoa Dahlin, Beau Young, Jye Burns, Sean Haggar, Chris Griffiths, Marty McMillian, Josh Ferris, Melvin Puu, Lance HoOkano, Geoff Moysa, Zack Howard, Sion Milosky, Steve Slater, Craig Cuff, Takuji Masuda, Pete Johnson, Fabrice Le Mao, Josh Baxter e Nat Young. Além dos brazukas Rico de Souza, Olímpio Batista, Dino Miranda e Alex Salazar.

 

 

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Parceria nas mídias de surf!!!

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Conforme o Surfista Paulistano adiantou, há pouco menos de dois meses trás, no post “Os órfãos da revista Fluir“, a solução encontrada pela editora Third Wave, responsável até aqui pela publicação da revista Fluir, foi fechar uma parceria com a editora Rocky Montain, responsável pela revista Hardcore, para atender os seus assinantes ainda ativos. Como todos já sabem, infelizmente a revista Fluir publicou sua última edição na história do surf brasileiro (o que eu desejo que seja temporário), mas para não deixar seus assinantes na mão, foi fechada uma parceria com a Hardcore para transferir as assinaturas de uma revista para a outra.

Pois nessa semana essa possibilidade foi comprovada com a entrega das duas revistas + uma carta assinada pelos dois publishers dos dois veículos: Carlos Alzugaray, da editora Rocky Montain, e Claudio Martins de Andrade, da agora extinta Revista Fluir, conforme foto acima.

Quando me foi oferecida essa oportunidade há dias atrás, eu neguei porque já sou assinante da Hardcore, assim como era assinante da Fluir. Minha escolha foi ligar na Fluir (telefone de contato no Portal Waves) para reclamar minha assinatura de três anos, recém fechada, e fui muito bem atendido por um colaborador da revista. Na ocasião foram me oferecidas outras sugestões que melhor me atendessem. Espero que você leitor encontre uma boa solução para você. Detalhe: em momento nenhum me apresentei como jornalista, ou seja, o respeito com que fui tratado na Fluir foi dedicado para um assinante comum, surfista e triste pelo final da revista, que eu espero que seja temporário.

À Hardcore eu desejo vida longa e que seu conteúdo seja cada vez mais bacana com dicas muito legais de viagens e outras histórias do surf!!! Por isso, para quem não é assinante da Hardcore e tinha a assinatura da Fluir, eu recomendo a mudança. Você vai ficar amarradão!!!

Vamos em frente em busca da evolução do nosso mercado de surf.

Boas ondas e boa leitura!!!

Aloha!!!

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Se o CT de surf 2016 terminasse hoje!!!

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Se o circuito terminasse hoje Deivid Silva seria o único brasileiro estreante na elite em 2017. Foto: WSL/Kelly Cestari

Das 11 etapas previstas no ano do Circuito Mundial de Surf 2016, da Liga de Surf Profissional (WSL), seis delas já foram pra conta. A última, o J-Bay Open, na África do Sul, a vitória ficou com o australiano Mick Fanning, vídeo abaixo (o mesmo atacado por um tubarão na mesma etapa em 2015).

 

Em paralelo ao resultado em J-Bay, onde o melhor brasileiro na água foi Gabriel Medina (5º colocado, quero também aproveitar que chegamos a um pouco mais do meio do circuito para simular o que aconteceriam com os brazukas se o campeonato acabasse hoje, destacando seus melhores resultados.

Gabriel Medina – seria o melhor brasileiro dentro do circuito em 2016, com a terceira posição no ranking. Em J-Bay, o atleta local de Maresias foi até as quartas de final, derrotado por Julian Wilson em uma bateria onde ele não conseguiu trocar um 3,60. Uma nota ridícula, dentro dos padrões do campeão mundial de 2014. Em seu currículo em 2016, Medina leva consigo uma vitória no circuito, em Fiji.

Adriano de Souza (Mineiro) – o campeão mundial de 2015 terminaria a disputa pelo caneco com a quarta posição no ranking, acumulando como melhor resultado um terceiro lugar (Rio de Janeiro). Na África do Sul, Mineiro ficou com a 9ª posição, eliminado por Gabriel Medina na segunda repescagem da prova (round 5).

Ítalo Ferreira – é o sexto colocado no ranking mundial, caiu duas posições após amargar uma 13ª posição em J-Bay (eliminado na terceira fase da prova). Ítalo terminaria o ano com duas 3ª posições (Bells Beach e Margareth River).

Caio Ibelli – terminaria o circuito com o 12º lugar. Em J-Bay, Ibelli também não passou do round 3, derrotado por Wiggolly Dantas. O paulista tem como melhor performance no ano um 5º lugar em Margaret River.

Filipe Toledo – apesar de estar na 13ª posição entre os melhores do mundo, considerando que o atleta ficou duas etapas de molho, por conta de uma lesão, na minha avaliação Filipinho Toledo é, depois de Gabriel Medina, a melhor recuperação de um atleta brasileiro no ranking. O local de Ubatuba subiu quatro posições. Em J-Bay foi até as quartas de final, perdendo para Mick Fanning, e no ano seu melhor resultado foi um 3º lugar na Gold Coast. Filipinho tem talento de sobra para avançar ainda mais no ranking e quem sabe brigar pelo título, só precisa recuperar o ritmo de prova.

Wiggolly Dantas – é o 14ª colocado no ranking e tem mostrado um performance que pode render bons frutos no futuro. Em J-Bay, o também local de Ubatuba avançou até o quinto round, derrotado por Filipinho Toledo. No ano ele tem dois quinto lugares (Bells Beach e Fiji).

Miguel Pupo – ocupa o último lugar de corte do ranking para permanecer na elite em 2017. Tem uma coleção de 13ª posições no ano e um quinto lugar como melhor resultado. O pior de tudo é que até o momento Pupo não tem nem o ranking de acesso para fazer com que ele se mantenha entre os melhores do ano na próxima temporada. Em J-Bay, ele acumulou mais um 13º lugar, derrotado no round 3 por Filipinho Toledo.

Alejo Muniz – se o circuito terminasse hoje Alejo estaria fora. O atleta está na 28ª posição do ranking, acumulando duas etapas machucado, três 13º lugares e uma 9ª posição conquistada agora em J-Bay. Alejo, que tem um surf de linha de tirar o fôlego, na África do Sul, conquistou um feito importante. Fez a mala do atual líder do ranking, Matt Wilkinson, impedindo que o australiano somasse mais pontos em busca do ranking. Infelizmente Alejo caiu na etapa de número 5, contra o sul-africano Jordy Smith.

Jadson André – com a 29ª posição no ranking mundial, Jadson também daria adeus à elite se tudo acabasse hoje. O atleta acumula como melhor resultado até o momento um 9º lugar em Fiji, mas também amarga uma etapa com lesão (Margaret River) e três 25º lugares, que é o pior resultado que um atleta pode ter em uma prova. O 25º lugar é o equivalente a última posição nas etapas (eliminados no round 2).  Em J-Bay, Jadson foi derrotado no round 2 por Wiggolly Dantas.

Alex Ribeiro – é o pior resultado brasileiro no ranking mundial com a 38ª colocação e certamente não fará parte da elite em 2017. Ribeiro não passou na 25ª posição em nenhuma etapa do ano até o momento. Em J-Bay a derrota foi para John-John Florence. Aliás Alex Ribeiro não venceu nenhuma bateria no CT em 2016.

Quem subiria?

Se o circuito terminasse hoje, considerando o circuito de acesso, teríamos apenas um brasileiro como estreante na elite: Deivid Silva, que ocupa, até o momento, a 4ª colocação do circuito de acesso.

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Surf destaque no Insta e no Face

A vida é assim!!! Se jogue, põe pra baixo, sem medo

Eis o destaque da semana, também disponível no Instagram, Facebook e Twitter do Surfista Paulistano.

Boa semana. Aloha!!!

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Gabriel Medina: estrategista!!!

Gabriel Medina

Gabriel Medina, campeão em Fiji. Foto: WSL/Ed Sloane

A vitória de Gabriel Medina no Fiji Pro, quinta etapa do circuito mundial de surf, na Indonésia, aconteceu no último dia 17 de junho, mas até agora eu confesso que não me canso de rever algum vídeo que mostre a performance do campeão mundial de 2014 nas ondas de Cloudbreak. Claro que os tubos e os aéreos aplicados em Fiji foram decisivos para o local de Maresias (SP) levar o caneco da prova, mas o que me chama a atenção é que o garoto é um estrategistanato, capaz de desestabilizar qualquer adversário. Aos 1min12s do vídeo abaixo é possível ver um desses exemplos, quando Medina aplicou seu direito de prioridade pra cima de Kelly Slater.

Já na final, contra o australiano Matt Wilkinson, atual líder do ranking mundial, a estratégia do jovem foi um plano já conhecido: papar todas as ondas, o mais rápido possível e colocar o seu adversário em combinação. Feito isso (vídeo abaixo).

Com o resultado, Medina assumiu a segunda posição do ranking mundial. Tudo muito propício para ele continuar lutando pelo título mundial.

Aliás, tudo indica, até o momento, que outros brazukas vão chegar junto de novo pra disputar o título mundial em 2016. Só nas cinco primeiras posições do ranking, três atletas são brasileiros. Além de Gabriel Medina, na vice-liderança, a quarta posição é do potiguar Ítalo Ferreira, seguido pelo atual campeão mundial Adriano de Souza.

Para nossa torcida nos resta torcer e muito para vermos mais uma vez a bandeira verde e amarelo flamular no local mais alto do surf mundial.

A sexta etapa da Liga Mundial de Surf acontece em Jeffreys Bay, na África do Sul, com janela de espera iniciando no dia 6 de julho.

 

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Vale a pena ver de novo em Fiji

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O Fiji Pro, quinta etapa da Liga Mundial de Surfe, tem janela de espera a partir do dia 5 de junho. Antes da etapa começar achei interessante separar alguns fatos marcantes de etapas anteriores em Fiji (foto acima), que sem sobra de dúvida valem a pena ver de novo.

2012 – Foi em junho de 2012, durante a janela de espera do Volcom Fiji Pro, uma ondulação de proporções épicas fez Cloudbreak quebrar de forma assombrosamente grande. Com medo de ver os tops da elite se machucarem, a direção da antiga ASP optou por não colocar os confrontos na água, deixando o caminho livre para algumas poucas almas corajosas. O documentário Thundercloud, dirigido pelo australiano Talon Clemow, coloca em perspectiva esse dia épico. Teaser abaixo!!!

2015 – em junho de 2015, a WSL publicou esse vídeo com as melhores performances do lendário Andy Irons em Cloudbreak (abaixo).

2015 – foi em ainda em 2015 que o mundo do surf assistiu a performance e vitória irretocável  do australiano Owen Wright, em Fiji.

2014 – no ano da desastrosa Copa do Mundo de Futebol no Brasil, o prodígio Gabriel Medina vencia em Fiji e caminhava rumo ao título mundial conquistado no mesmo ano.

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Os órfãos da revista Fluir

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Edição número 1 da revista Fluir

Infelizmente, a  descontinuação da revista Fluir, a maior revista de surf do Brasil, é realidade. Apesar da editora Third Wave, responsável pela publicação da Fluir e do Portal Waves, não ter comunicado nada oficialmente, os próprios funcionários da revista já confirmam a questão nos bastidores e a imprensa especializada já começa a dar as primeiras notícias oficiais sobre o tema.

O portal da revista Meio&Mensagem publicou nesta quinta-feira 2 uma nota sobre o fim da Fluir, onde o publisher do veículo, Claudio Martins, confirmou o cenário. “É uma decisão difícil, mas não descarto a possibilidade de no futuro voltar com outra pegada, quando a economia estiver melhor”…

Em contato com funcionários da editora, o Surfista Paulistano apurou que uma possível negociação com a revista  Hardcore, editora Rocky Mountain, está em andamento para atender aos assinantes da Fluir, que passariam a receber a Hardcore no lugar da Fluir. “Se confirmada essa negociação, os assinantes receberão uma carta com as duas revistas, comunicando a entrega da Hardcore no lugar da Fluir”, explica uma pessoa que trabalha na editora Third Wave. “Nós funcionários também ficamos sabendo do fim da revista da mesma forma que vocês leitores, pelas redes sociais”, completa.

O Surfista Paulistano apurou também que o Portal Waves, outro produto da editora Third Wave, foi vendido, porém o nome da empresa responsável pela aquisição ainda não foi revelado.

Em contato com um consultor de mercado que prefere não se identificar, o erro na administração da Fluir foi “apostar no Portal Waves e deixar a Fluir no papel. Surf é vídeo, imagem, não tinha como sobreviver. Hoje você tem o Canal Off, as transmissões da WSL na internet, etc”.

Fundada em  1983, a Fluir (edição número 1 – foto acima) encerra sua história no surf brasileiro entrando para o hall de revistas de surf extintas no mercado como Brasil Surfe, Visual Esportivo e The Surfer’s Journal Brasil.

Aloha!!!

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