Surf competição em Camburi

A praia de Camburi, localizada no litoral Norte de São Paulo, será palco neste final de semana da etapa de abertura do “MCD apresenta Surf Trip SP Contest, circuito exclusivo para surfistas moradores da capital paulista e Grande São Paulo, organizado pela Associação de Surf da Grande São Paulo.  O evento, que completa sua 16ª temporada, é organizado nas categorias Open, Master, Grand Master, Júnior, Stand Up e Feminino.

Depois de Camburi, o circuito segue para Maresias com patrocínio da Lost. A 16ª edição do circuito Surf Trip SP Contest tem patrocínio da Surf Trip, Lost e MCD. Apoio: Associação de Surf de São Sebastião, Associação de Surf de Camburi e Prefeitura Municipal de São Sebastião. Realização: Associação de Surf da Grande São Paulo e Federação Paulista de Surf.

Na galera acima você encontra fotos das últimas edições do evento, registrada pelas lentes do fotógrafo Munir El Hage.

 

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Decisão em benefício do surf!!!

 

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Thiago Camarão, campeão da primeira etapa do Maresia Paulista de Surf. Foto: Munir El Hage

A Federação Paulista de Surf, ao lado da marca Maresia, decidiu alterar a data da segunda etapa do Maresia Paulista de Surf para os dias 29 e 30 de julho. A competição, que será mantida na praia de Maresias (SP), aconteceria nos dias 22 e 23 de julho, mas dezenas de surfistas brasileiros que disputarão na mesma data uma etapa do WQS (circuito de acesso para o campeonato mundial), no Chile, ficariam de fora da prova no litoral paulista.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail inscricao@fpsurf.com.br.

A primeira etapa do Maresias Paulista de Surf aconteceu em Ubatuba, com vitória do paulista Thiago Camarão.

O Maresia Paulista de Surf Profissional 2017 tem os patrocínios da rede de lojas Overboard, Surf Trip, Kyw e Super Tubes. Apoios de K Energy Drink, prefeituras de Ubatuba e São Sebastião, Associação Ubatuba de Surf e Associação de Surf de São Sebastião, Governo do Estado de São Paulo/Secretaria da Juventude Esporte e Lazer, com divulgação de Waves. Realização: Federação Paulista de Surf.

 

 

 

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Surfista no skate, na paz de Deus!!!

Aloha, galera!!!

Fiz esse vídeo recentemente. Estava dando um rolê de skate no condomínio onde eu moro em SP, ouvindo Rodolfo Abrantes.

Senti uma vibe tão boa que resolvi filmar e compartilhar com a galera.

Quem tiver um tempinho dá um click também na página do blog no Face https://www.facebook.com/SurfistaPaul… e no Insta https://www.instagram.com/surfista_pa….

Deus abençoe!!!

Aloha!!!

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Imersão na cultura Longboard

 

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A Praia do Sapê, localizada em Ubatuba (SP), será palco no próximo final de semana, dias 27 e 28 de maio, da terceira edição do “Longboarding Experience – Do Clássico ao Progressivo”, evento que promete ser um mergulho profundo na cultura do Longboard.

Organizado pelo surfista Jaime Viúdes, a programação de dois dias será composta por uma palestra com o bicampeão mundial Phil Rajzman; palestra com Jaime Viúdes sobre o desenvolvimento da cultura do longboard no Brasil e no mundo; workshop com os shapers Neco Carbone, Thiago Mariano e Marcelo Carbone sobre todos os detalhes que compõem um pranchão; workshop com o shaper Felipe Siebert, sobre pranchas de madeira; clínicas com o top do circuito mundial e um dos longboarders mais criativos do mundo, Augusto Olinto; Test Drive de pranchas New Advance; Test Drive da Alma Quilhas; e Test Drive de pranchas Siebert Woodcraft Surfboards.

Parafinas Fu Wax serão distribuídas gratuitamente para todos.

A programação para o sábado a noite será com a banda Surf Jazz, além de sorteios de uma fish de madeira Siebert Woodcraft Surfboards, um longboard New Advance/Marcelo Carbone/Teccel, produtos Alma Quilhas, e uma passagem para El Salvador, para uma edição (internacional) do Longboarding Experience, oferecimento da Widex Travel.

Para saber mais acesse o link.

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Bate papo com o big rider Rodrigo Koxa!!!

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Rodrigo Koxa no último Carnaval, em Nazaré, Portugal. Foto: Helio Antonio

Aloha, galera!!!

Um dos principais tipos de conteúdo que mais gosto de produzir para os leitores aqui no blog, que inclusive cada vez mais gente tem me pedido, são entrevistas com personalidades do surf. Entrevistas, apesar de um texto mais longo, trazem um conteúdo verdadeiro, é o que o entrevistado pensa e ponto. Não dá para alterar, pelo menos não deveria ser alterado.

Sempre tento focar em personagens que podem estar ou não no foco dos holofotes do esporte e da mídia. Não me interessa se é famoso ou não. O que me interessa é ter uma história bacana pra contar e que essa história possa ajudar e até mesmo inspirar os seguidores do Surfista Paulistano.

O entrevistado da vez é famoso e inspirador, com uma história de superação alucinante. Comecei a falar com o big rider Rodrigo Koxa, 37 anos, local do Guarujá (SP), em novembro de 2016 e essa entrevista começou lá atrás, quando ele ainda estava em Nazaré (viva o Whatsapp!!!) e terminou nesse último Carnaval, quando Koxa praticamente fez um bate-volta para Nazaré, em Portugal, para voltar a domar as gigantes ondas da região.

Em dezembro de 2014, ele viveu, ou melhor, quase morreu, em seu pior momento em um mar gigante no temido Canhão de Nazaré. Após dropar uma onda descomunal, o surfista ficou à deriva em meio aos monstros de água que mediam entre 60 e 80 pés de altura, de frente para um paredão de pedras. Felizmente ele sobreviveu. Sobreviveu não só para contar essa história, que ele também retrata em detalhes no seu blog, mas também para se tornar um mensageiro de boa vibe, palestrante motivacional para grandes empresas, e ainda mais apaixonado pelo que faz.

Em entrevista ao blog Surfista Paulistano, Koxa fala de seu principal perrengue; do resgate heroico que ele fez para salvar a vida do surfista português Antônio Silva (local de Nazaré); campeonatos de ondas gigantes; importância de equipamentos de segurança; sua recuperação; planos futuros e seu retorno ao big surf!!!

Fala aê Koxa, o espaço é seu, parceiro!!! YEEAAAHHHH!!!!

S.P. – Como começou a sua relação com as ondas no Canhão de Nazaré, em Portugal? Quando você surfou lá pela primeira vez?

R.K. – Minha história em Nazaré começou com uma relação via Facebook com o surfista português Antônio Silva e com o Ramon, parceiro dele. No ano seguinte que o Garrett McNamara entrou para o Guinness Book com a maior onda surfada no mundo, em Nazaré (2011), eu acompanhei que o Antônio e o Ramon haviam entrado no XXL (considerado o Oscar de ondas gigantes no mundo) de 2012 também com uma onda surfada no pico. O Antônio desde o início da nossa parceria ficava botando pilha para eu ir para Nazaré. Em 2013 eu surfei Nazaré pela primeira vez, por pilha deles. Aliás esse swell histórico foi o primeiro surfado por brasileiros como Carlos Burle, Felipe Cesarano (Gordo), Maya Gabeira e Pedro Scooby. Eu estava junto com o Eric Rebieri e o Sylvio Mancusi. O Antônio Silva não estava lá, mas me emprestou o jet ski dele. Pensei, “pô, o cara nem me conhece pessoalmente e já me empresta um jet ski, irado”. Depois o destino explicaria por quê. Nesse swell eu peguei três ondas alucinantes, puxado pelo Eric Rebieri, fiquei apaixonado pelo pico e com vontade de voltar no ano seguinte.

No que eu voltei para Nazaré em 2014 eu surfei um swell com o Keali‘i Mamala, um havaiano, parceiro do Garret. Surfei o swell com ele no dia 28 de novembro na remada. No dia 29, em uma sessão de tow-in animal, surfamos um swell de Oeste, gigante e perfeito. Não era o maior swell da história, mas estava com ótimas condições, um dos mais perfeitos que eu já surfei na minha vida até hoje (vídeo abaixo). E nisso a ondulação baixou, comemoramos. Eu planejava voltar para o Brasil no dia 5 de dezembro e apareceu uma previsão de um swell maior, gigante, porém de Norte, que em Nazaré é uma direção em que as ondas jogam o surfista para as pedras, é enorme.

S.P – Esse swell de Norte marcou a sua vida com uma situação heroica e um perrengue inesquecível. Certo?

R.K. – Sim, tudo aconteceu nesse swell de Norte no final de 2014. Quando amanheceu o Garret alertou a todos sobre os perigos que qualquer erro representaria naquele dia, umas das consequências seria ir parar direto nas pedras. As ondas estavam com tamanhos absurdos, devido ao período de 20 segundos. Amanheceu e eu fui com o jet ski para o fundo. Eu acabei entrando no mar com o Rafael Tapia que é meu parceiro no Chile, mas que nunca tinha surfado em Nazaré antes. Ele veio só para surfar esse swell. Então combinamos a questão da segurança do dia. Combinamos que eu começaria o dia fazendo a segurança do Antônio Silva e do Ramon. O Ramon puxando o Antônio. Eu fiquei duas horas esperando eles pegarem uma onda atrás das pedras onde quebram ondas muito grandes. E quando veio uma série enorme de mais de dez ondas, o Antonio pegou logo a primeira da série e acabou não passando a onda, sendo varrido por uma monstra com mais um monte de monstras vindo atrás. Eu estava posicionado mais em baixo esperando ele aparecer e ele não aparecia. Outros surfistas de jet ski vieram ajudar. Eu já comecei a imaginar que o Antônio estava nas pedras. Pela forma que ondas batiam nas pedras eu percebi que tinha que me afastar delas ao invés de me aproximar para resgatá-lo. Foi aí que eu adotei uma estratégia diferente. Comecei a ir para o fundo, em direção à série, como se tivesse abandonado o Antônio ali. Quando eu cruzei a última onda em direção ao fundo e me certifiquei que era realmente a última daquela série, virei o jet ski e fui atrás desta onda, seguindo-a em direção as pedras. Quando a onda bateu nas pedras eu fiquei rezando para o Antonio aparecer e ele surgiu ali, exausto, não conseguia nem mais subir no sled. Eu tive que ajudar ele a subir no sled, agir rápido e acelerar para tirar ele dali. Foi um momento mágico conseguir tirar meu amigo daquela situação. Depois daquilo eu comecei a pensar nessa parada de anjo da guarda, porque o Antônio foi um dos caras que mais insistiu para eu vir pra Nazaré e começar a surfar o pico. Hoje ele é um super amigo, por quem eu tenho o maior carinho e respeito, o cara é casca grossa. Ele está voltando a surfar porque ele quebrou o joelho, bateu com a cabeça na pedra, ficou traumatizado, assim como eu passei um perrengue também duas horas depois, quando foi a minha vez de surfar.

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Antonio Silva na onda que o engoliu em Nazaré.

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Rodrigo Koxa em Nazaré (dezembro de 2014). Foto: José Pinto.

S.P – Como foi o seu perrengue?

R.K. Naquele dia eu peguei três ondas e o Rafael Tapias não me resgatou na maior onda que eu peguei (foto acima). Eu saí por cima da onda e não tinha jet ski pra me pegar (foto abaixo). Ele ficou meio assustado com a onda que vinha atrás da onda que eu surfei e me deixou na roubada. Ele sabe o que ele fez, a gente conversou muito depois disso. Hoje ele também está casca grossa, botando pra baixo, pegando altas ondas. Tenho certeza que ele não faria isso de novo com ninguém. Mas o fato é que paguei o preço, fiquei tomando ondas enormes na cabeça, com mais de 60, 80 pés. Vi o Benjamin Sanchis (foto acima) pegando uma onda enorme bem na minha frente, coisa que eu nunca vou esquecer na minha vida. Quase que eu tive um ataque cardíaco vendo as ondas vindo na minha direção e eu não conseguia nem relaxar direito para sair daquela situação.

Sem dúvida foi o maior perrengue da minha vida e eu fiquei com muito medo. As ondas eram muito grandes. Pedi muito a Deus pra eu conseguir sair daquela situação. Eu fui sendo jogado para as pedras e o terror foi aumentando. Eu me questionava porque eu estava suportando tomar ondas enormes na cabeça, mas eu não tinha treino pra ser jogado nas pedras. Rezei muito, muito mesmo pra Deus, Nossa Senhora de Nazaré, pra todos os Santos me tirarem dali. Foi quando eu vi que vinha uma série de Oeste que bateu nas pedras, fez uma parede lateral, juntou duas ondas e fez um triângulo. Ao invés de mergulhar para passar por essa onda eu percebi que ela me salvaria porque ela me jogaria mais para a praia. Foi o que eu fiz. Tomei um “caldão” animal, deixei ela me pegar, tomei na cabeça outras três ondas que vinham atrás e consegui ir saindo dali. Quando eu cheguei na areia foi um alívio enorme, chorei, fiquei muito emocionado e senti que eu estava vivo mesmo. Foi um trauma psicológico porque eu fiquei uns três, quatro meses tendo pesadelo à noite. Meu parceiro não me pegou, eu fiquei questionando isso. Cheguei a pensar em não surfar mais ondas grandes.

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Rodrigo Koxa finalizando sua onda em Nazaré antes de ser engolido por outras gigantes da séria. Foto: Abel Santos.

S.P – O que aconteceu depois?

R.K. Em 2015 eu voltei para Nazaré para treinar, após o acidente, junto com o meu parceiro Vitor Faria, para estarmos entrosados no surf e tal. Apesar de estar mandando bem nesse retorno, eu ainda estava com muito medo por causa do ocorrido um ano antes (foto abaixo). O resultado é que eu acabei machucando seriamente o meu ombro, tirando ele do lugar, durante um resgate no qual eu subi afoito no sled do jet ski. Isso foi muito difícil porque eu fiquei o ano de 2016 praticamente inteiro me recuperando dessa lesão que foi séria, com recomendação de cirurgia. Mas eu não quis fazer cirurgia. Agora estou de volta em Nazaré com a cabeça muito melhor, pegando as bombas de novo. Hoje eu sinto que o meu trauma vivido em 2014 já é bem menor. Antes quando eu falava sobre isso eu tremia meu corpo inteiro. Hoje eu já não tremo mais para falar sobre isso. E, em termos de performance, o ano de 2016 foi demais para mim. As sessões de surf que rolaram em mares um pouco menores (de 15 a 20 pés!!!!!) só me deram confiança. Quando vier a bomba para Nazaré eu vou estar lá.

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S.P – Como foi o período pós-lesão? Como foi o tratamento, sua recuperação e retorno?

R.K. – Eu fiz uma cirurgia espiritual que foi super positiva. Foi algo muito importante para mim. Procuro não falar muito sobre isso porque muita gente questiona por conta da religião. Mas eu frequentei uma casa em São José, perto de Florianópolis (SC), que se chama Núcleo Espirita Nosso Lar. Lá trabalham mais de 700 voluntários. Eu aprendi muito com isso. A lição mais importante que eu absorvi ali foi o Amor. O amor em tudo, pelas pessoas, a gratidão a tudo. Entendi também que meu machucado foi decorrente de algo maior, que eu precisava passar naquele momento. Todo esse entendimento, somado à fisioterapia, com o Marquinhos do Guarujá, que é uma lenda em reabilitação aqui na cidade, foram super importantes para minha volta ao surf. Eu fui em três diferentes médicos, especialistas em ombros. E todos me aconselharam a fazer uma cirurgia no ombro, por conta dos impactos que eu viria a ter durante o surf nas ondas grandes. Mas eu optei pela cirurgia espiritual e mais um trabalho de fisioterapia de três meses com o Marquinhos. Também fiz um trabalho intensivo com o Carlos Brandão, da Flex Academia, com quem eu treino até hoje.

Meu retorno no mar foi gradativo até a minha temporada de volta em Nazaré, já recuperado, em outubro de 2016. Durante o tempo que passei em Nazaré no ano passado, alguns swells grandes aconteceram, mas nenhum gigante. Em minha última semana, foi super gratificante ter sido homenageado pelo prefeito de Nazaré, com uma placa com meu nome dentro do Museu do Farol. Uma honra ter minha prancha e essa placa eternizada por lá (foto abaixo).

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Rodrigo Koxa sendo homenageado pelo prefeito de Nazaré com sua prancha e uma placa no Museu do Farol.

S.P – O que mudou na questão da segurança depois desse perrengue?

R.K. – Pensei que tinha que ter uma equipe mais sólida, tínhamos que treinar mais, um tinha que ser mais comprometido com o outro. A parada ali é coisa séria. Eu pensava onde eu ia parar? Eu estava puxando cada vez mais o meu limite. Qual seria o próximo desafio? Com isso comecei a dar muito valor a questão de segurança, do time, etc. E é nessa tecla da segurança que eu sigo batendo até hoje. Temos que valorizar essa questão, a equipe para continuarmos a fazer aquilo que amamos cada vez mais seguros, com equipamentos exatos para cada tipo de mar, prancha correta. Hoje eu tenho uma prancha que eu não tinha antes. Hoje todo mundo está mais treinado, todo mundo está mais comprometido. O Serginho hoje, que é meu parceiro em Nazaré, ele treinou tanto, mas tanto, que hoje ele é um cara que melhor resgata naquele pico. O cara não sai da água. Não sei como ele conseguiu em tão pouco tempo conseguir atingir esse nível. Isso me deixa feliz em ter uma equipe comprometida.

S.P. – Como você vê a questão da segurança hoje no surf de ondas grandes? Qual a necessidade de se ter um bom equipamento, um parceiro treinado, uma boa equipe?

R.K. – Eu poderia ficar falando sobre segurança no surf de ondas grandes com você por mais de uma hora. É o que eu levo muito em conta. Eu tenho uma preocupação triplicada com isso depois que eu comecei a surfar Nazaré. Antigamente eu e o Vitor, meu parceiro, a gente achava que onde fossemos com um jet ski na nossa mão, a gente surfava a onda que fosse e voltava para casa comemorando. Hoje em dia eu sei que não é assim porque eu conheci as ondas de Nazaré, que tem características muito peculiares. Estar com um jet ski naquelas águas, muitas vezes, não quer dizer nada.

Lá a gente tem que pensar no problema, no pior. Por isso começamos a criar planos de segurança. Em Nazaré a gente aprendeu que um jet ski não é nada. Precisa ter dois, um é backup do primeiro que está resgatando, com rádio, conectado com pessoas que estão no fundo, no Cliff, vendo a gente surfar, com uma visão periférica de cima. Quando acontece algo errado, o primeiro resgate já aciona o segundo pelo rádio que vai fazer o resgate, como backup. E a gente ainda tem o terceiro jet ski que é o backup do backup. Às vezes a gente une três times em um só pra todo mundo ficar junto e manter essa questão de segurança e parceria. 

Outra coisa são os coletes. Eles são tudo pra gente. Sempre escolhemos aquele colete que chamamos de rolha, que você toma um “caldão” e quer subir logo pra superfície. Às vezes o colete atrapalha na performance, o que não é tão bom. Então temos que optar por algo confortável, porém que dê segurança. Cada vez mais os coletes estão evoluindo. Hoje a questão do colete inflável é muito forte porque para remar ele é melhor porque é menor, isso coopera na performance da remada. Se por ventura acontecer de tomar um “caldo”, você puxa a cordinha e vira a tal da rolha de novo (risos). Hoje eu conto muito com essa tecnologia e isso tem feito a galera puxar seus limites no surf. 

Quanto a ter uma boa equipe, o trabalho em equipe é super válido em Nazaré. Hoje a gente vê que lá se formam grandes equipes, coisa que antes não era muito comum no surf. Isso está acontecendo cada vez mais porque quando acontece um problema com o surfista na onda, a gente percebe que muitas vezes isso é solucionado pelo parceiro que está de backup. Tem também outro parceiro que fica orientando o piloto do jet ski quando vem a série, onde se posicionar, se é no primeiro, segundo ou terceiro pico. Isso ajuda o piloto a se antecipar na série e colocar o surfista no lugar certo. A prancha certa, peso certo, cada lugar do mundo é um material.

 S.P – Como foi voltar a surfar ondas realmente grandes nesse último swell em Nazaré no último Carnaval? Queria que você comentasse toda preparação desde a viagem até o surf…

R.K. – Era uma previsão de um swell gigante, porém o fator duvidoso era o vento. Quatro dias antes do Carnaval começar eu percebi que a previsão do vento tinha melhorado e que o surf ia rolar. Então eu comprei a passagem (foto abaixo). Meu voo era para embarcar no domingo (26/02), e o swell seria terça (dia 28/02) de Carnaval e Quarta-feira de Cinzas (dia 1º/03). Fiquei monitorando as atualizações desta previsão de seis em seis horas e o vento voltava a “bombar” negativamente para essa missão. Fiquei receoso por esse fator duvidoso do vento porque tudo o que eu não queria era pegar um mar torto depois de tanta evolução na minha recuperação. Por outro lado, minha passagem estava comprada e minhas expectativas para reviver Nazaré estavam lá em cima. 

koxa com passagem na mão

No dia do swell caiu uma chuva muito forte, com um tufão de mais de 20 nós, foi um pico logo pela manhã. De repente a chuva começou a parar e deu aquela abafada. Foi quando deu o start para agitar a galera para aproveitar a calmaria e botar todos os equipamentos na água. Quando a gente chegou no mar, já quase meio dia, começou outra chuva gigante. Ficou tudo escuro. Eu fiquei mais 3 horas e meia no mar esperando outro momento de calmaria que não aconteceu. Cheguei a me questionar porque estava acontecendo aquilo, porém ao mesmo tempo eu lembrei de todo trabalho espiritual que eu fiz, de aceitação e gratidão. Então eu pensei: “se é a sua vontade, meu Deus, que assim seja!!!!”. Então eu pedi pra ele para que em algum momento eu tivesse a minha chance de pegar uma onda. Pelo tamanho do swell e estudando bem a previsão, eu tinha certeza que teria uma nova oportunidade na manhã do dia seguinte com o vento terral.

Acordamos super cedo na manhã do dia 1º de março e fomos rapidamente para o mar. O plano era ficar esperando as maiores ondas que viessem no primeiro pico, onde a esquerda é bem maior por vir direto do Canhão, encostada ao desfiladeiro. Foi seguindo este protocolo que fui presenteado por Deus. Eu queria, pedi, eu vivi novamente momentos que só eu sei o quanto eram importantes para mim (galeria de fotos abaixo).

 Agora eu espero estar me instigando novamente, pois essas foram as melhores ondas que surfei nos últimos dois anos. O que ficou mais claro para mim depois deste Carnaval em Nazaré foi que não posso fugir do que eu mais gosto de fazer na vida. Além disso, em relação a esse último swell em Nazaré, gostaria de parabenizar todos os surfistas que estavam presentes, e em especial, todos os brasileiros: Alemão de Maresias, Pedro Scooby, Lucas Chumbinho, Everardo “Pato”, Maya Gabeira e Marcelo Luna. Quero fazer também um agradecimento especial ao Dudu, da “Tent Beach”, que proporcionou para mim essas últimas viagens à Nazaré.

S.P. – Dá para viver surfando ondas grandes?

R.K. – Claro, dá para viver sim. O importante é saber fazer projetos. Sempre buscando um link entre as empresas patrocinadoras ou contratantes e seus projetos, suas conquistas. Em paralelo a isso você trabalha o seu nome. Hoje minha maior empresa é meu nome. Hoje eu dou aula de tow in através do meu nome, as pessoas me procuram pelo nome que eu criei. O surfista de ondas grandes pode fazer palestras, pode contar uma história de diversas maneiras, pode ser coach, dar aula, etc. Isso sem contar o patrocínio que vai te proporcionar viajar o mundo inteiro buscando as maiores ondas, e este trabalho, para mim, não tem preço. Nosso nome vira uma ferramenta de trabalho. Eu estou investindo bastante o meu tempo na área de palestras. Dentre algumas, fiz uma motivacional super legal para a marca Leroy Merlin, contando minhas histórias de vida, trabalho em equipe, conquistas, “caldos”, superações e tudo mais, sempre com meu discurso alinhado aos valores da empresa. Na minha avaliação tem sim como viver do esporte. Só não pode ficar surfando o dia inteiro achando que as coisas vão cair do céu. Tem que fazer o trabalho dentro da água, é claro, mas também tem que fazer o trabalho fora da água. É possível conciliar tudo sim e eu garanto que é demais (risos).

S.P. – Quais são os planos para o futuro?

R.K. – No momento estou em busca de um patrocinador e, como eu disse, tenho meus projetos como palestrante. Tenho também o projeto da minha própria marca: Koxa Bomb. Também estou com um projeto muito legal ao lado de um engenheiro eletrônico que se chama Lucas Castro. Ele desenvolveu um módulo para medir a onda de maneira precisa. Este módulo calcula a altura do surfista na onda em uma escala real no momento em que o atleta está surfando. Por exemplo, eu tenho um 1,72 metro, mas se eu estou agachado em uma onda eu posso estar com 1,42 metro, certo? Ele desenvolveu uma medição objetiva, considerando o tamanho da onda e usando uma escala para medir o surfista. Algo nunca realizado antes na história do surf. Com esse projeto, batizado de Big Wave Triangulation System (BWTS), de autoria do Lucas, isso é possível. O BWTS hoje traz medição de velocidade, com GPS, distância percorrida, etc. Ou seja, um monte de informação que antes não se tinha no surf. Cada onda que eu surfar será catalogada com todas essas informações. O método traz quase três dados por segundo de onda surfada. É muito dado obtido em uma sessão de surf. Nosso objetivo é efetivar este projeto na próxima temporada em Nazaré. Eu vou surfar com um módulo na minha prancha e o Lucas estará em terra para captar as imagens e todas essas informações. Isso é ciência no surf de ondas grandes, algo inédito, que vai, além de tudo, abrir o leque de exposição do esporte para o mundo.

S.P – Como você vê essa questão do patrocínio no surf? 

R.K. – O lance de patrocínio é fundamental para um atleta, principalmente de ondas grandes, porque a gente não consegue viver de campeonatos. Não são tantos eventos assim e a remuneração deles é muito baixa.

Atualmente eu estou sem patrocínio, mas estou aqui. Estou batalhando e tem que batalhar mesmo. Surfar uma onda gigante tem um apelo de mídia muito relevante. Você pega uma onda grande, você choca a galera e consegue entrar com imagens em vários veículos do mundo inteiro e coloca o surf em mídias que nem são voltadas para esse tipo de esporte. É uma oportunidade de exposição muito boa para empresas e o custo muitas vezes de patrocínio nem é tão alto. Além de tudo é possível adaptar o conteúdo e fazer um link com superação, coragem, limites ultrapassados, que são mensagens super positivas para muitas empresas. E o público gosta disso. Meu foco é seguir surfando, continuar trabalhando, porque minha missão é surfar.

O surf de ondas grandes também tem muito a ver com equipes, parcerias. E esse papo de parceria, de time, tem um apelo muito grande para o marketing das empresas. Tudo que é feito em equipe resulta em grandes conquistas. Se você faz algo sozinho as conquistas são pequenas. Em Nazaré, por exemplo, o objetivo é obter resultados gigantes. São ondas enormes, as maiores de nossas vidas. Todo mundo que está em Nazaré tem esse objetivo, de pegar suas maiores ondas. E só com uma equipe preparada, com uma estrutura montada, e aí entra a questão do patrocínio também, é que é possível atingir esses sonhos. São necessários jet skis de ponta, os equipamentos são caríssimos.

No momento eu estou focado em fazer projetos voltados a equipe nesse universo das ondas grandes. 

S.P. – Qual sua opinião sobre campeonatos de ondas grandes?

R.K. – Tenho um sentimento ambivalente sobre este assunto. Se por um lado eu gosto muito da exposição da mídia sobre o nosso esporte e a aproximação do público neste universo, por outro lado, também acho que esses eventos fogem um pouco da essência de ondas grandes. Onda grande é união, família, parceria. Todo mundo junto, um pelo outro. Nos campeonatos acaba sendo ao contrário. Você torce para o cara do seu lado não se dar tão bem. Em um mar grande a energia não pode ser essa. Agora um tipo de evento anual que eu admiro muito é o XXL, considerado o Oscar de Ondas Grandes no mundo. Nele qualquer surfista que pegar uma bomba tem a possibilidade de participar e concorrer à prêmios. Para isso basta ter a imagem documentada. Não é necessário convite ou algo assim. É super democrático e eu admiro muito esse projeto.

Quando eu decidi surfar ondas grandes eu optei por investir toda minha alma e meu dinheiro em contato com este mundo, viajando, pegando tubos, correndo atrás das maiores ondas, conhecendo pranchas e foi isso o que eu fiz. Eu abri mão de competir e essa escolha me fez um bem enorme.

No início essa decisão me fez passar um pouco de perrengue. Quando eu tinha 18, 19 anos eu voltava das minhas viagens, batia na porta das empresas e sempre me questionavam que eu estava fora das competições, diziam que os big riders que estavam no mercado já tinham sido competidores no passado. Falavam que eu tinha que competir primeiro para depois me tornar um big rider. Eu sempre respondia que ali estava o meu diferencial daquela época: eu sou um cara que sempre investiu em pegar onda grande para ser um bom big rider. Para surfar onda pequena eu não preciso estar competindo. Quem me conhece no Guarujá sabe que toda marolinha eu estou na água surfando instigado, me divertindo sempre (foto abaixo). Eu gosto de surfar todos os mares. Eu não sou apenas um surfista de ondas gigantes. Você conseguir extrair algo de um mar pequeno, mexido, com chuva é algo gratificante. Assim como extrair algo de um mar gigante é também muito bom. Para mim o objetivo é sempre olhar para o mar e tentar extrair algo bom dele, com a prancha ideal para aquelas condições.   

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Rodrigo Koxa surfando na praia de São Pedro, no Guarujá (SP). Foto: Aline Cacozzi.

S.P. – Como começou sua história no big surf?

R.K. – Eu comecei a surfar de verdade com oito anos de idade. Meus pais me deram de Natal minha primeira prancha de surf. Foi uma 6´3, verde, era enorme para mim. Naquela época eu nem sabia, mas aquela foi minha primeira gunzeira (risos). O que influenciou o meu amor pelas ondas grandes foi ser criado com uma galera na Praia da Enseada, no Guarujá, que respeitava os surfistas de ondas grandes, e adoravam sacanear os merrequeiros. Um desses personagens marcantes foi um ídolo local que sempre entrava nos dias de ressacas mais pesadas: salve o grande Ricardo Cairala.

Aos 16 anos de idade, eu tive a oportunidade de conhecer Puerto Escondido, no México. Esse local marcou minha vida desde o primeiro contato. No dia 26 de dezembro de 1995 surgiu um swell e eu estava lá com o meu ídolo Cairala. Naquele dia eu me recordei porque eu o respeitava tanto. Ele foi o único brasileiro que entrou no mar com sua gun 9 pés em ondas de 18 pés havaianos. Naquela época a minha maior prancha era uma 7´2 bem fina e leve. Ali eu pude entender que aquele não era o material correto para aquelas condições. Passei este dia com os pés na areia, olhando cada série, chocado com as vacas e comemorando cada onda surfada por aqueles monstros. Naquela época ninguém tinha coletes e nem jet ski para resgate.

No dia seguinte, o mar tinha abaixado para uns 12 a 15 pés… Peguei uma prancha 8’8 emprestada de um californiano chamado John Silver e decidi entrar na água. Eu ainda não me sentia confortável para tentar remar em uma bomba daquelas. Eu estava focado em pegar uma intermediária para sentir se aquele ambiente era mesmo para mim. Passei a manhã toda remando para o outside, fugindo das séries… Quando o maral estava entrando, prestes a acabar com a sessão, consegui pegar uma esquerda bem longa que me deixou super empolgado e feliz. 

Na manhã seguinte, com o mar ainda menor, entre 8 e 12 pés, porém com condições excelentes de surf, fiz questão de ir super cedo para aproveitar a parte boa da manhã. Foi um dia inesquecível, porque acabei pegando uma onda muito linda no “Mexpipe”. Essa onda rendeu uma sequência de mais 15 fotos e com direito a diferentes ângulos de diferentes fotógrafos. Depois deste dia eu fiquei alucinado com o mundo das ondas grandes, voltei para o Brasil dizendo que já era big rider e estava determinado a parar de competir como surfista e me dedicar integralmente ao aprendizado sobre esse universo.

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Rodrigo Koxa com 15 anos em sua primeira viagem à Puerto Escondido, no Méximo (1995). Foto: Norman.

S.P – O que um surfista jovem precisa fazer para começar a surfar ondas grandes?

R.K. – O mais importante de tudo para quem quer começar a pegar ondas grandes é viajar e surfar ondas grandes. Eu, por exemplo, morei muito tempo no Hawaii. Tenho muitas temporadas no México. Morei como nativo no Tahiti com uma família que me acolheu. A primeira coisa é o cara investir em contato com o mar. Não adianta ler livro ou ficar vendo filme de surf de ondas grandes. Pode até pegar uma certa noção, mas a vivência nesse mares grandes é tudo. Ficar vendo a galera surfando, ficar pilotando jet ski, resgatar a galera, estudando o mar sempre, para assim deixar seus parceiros confiantes com você. Só não aconselho o surf de ondas grandes para quem está na dúvida. Hoje temos uma galera mais nova muito determinada, que já sabe o que quer e mesmo assim é difícil. Então, o primeiro passo é a identificação com o big surf. Para ser profissional nas ondas grandes o cara tem que estar nesse comprometimento de evoluir, de ficar bom, sempre estudando e investindo em material. Para quem está na pilha meu conselho é viajar, treinar e amar o oceano de verdade.

S.P. – Como você vê o surf e os surfistas de ondas grandes do Brasil?

R.K. – O Brasil é sem dúvida um ótimo celeiro de surfistas de ondas grandes. Temos uma longa história com nossos pioneiros e percussores do segmento. Temos Pepê Lopes, Taiu Bueno, Renan Pitangui, Ricardo Bocão, etc. Temos muito big riders das antigas que fizeram história. O Brasil é um país que facilita e muito o treino para as ondas grandes. Como a maioria das nossas praias são de beach break, com arrebentação, a gente aqui está acostumado a enfrentar a onda, tomar na cabeça. No Brasil você é acostumado a enfrentar o mar para surfar. Ao contrário de muitas ondas internacionais excelentes, mas que você surfa em um mar com um canal. Se a onda te pegar você volta pelo canal. Você não encara o mar de frente. Então eu acho que essa parte geográfica do Brasil ajuda muito na remada, no treino.

E o fato do Brasil não ser um pico de muitas ondas grandes, isso instiga o surfista brasileiro a já se sentir preparado, comprar uma passagem, chegar na gringa e querer aproveitar aquilo ao máximo. O brasileiro é guerreiro, tem essa alma guerreira e com certeza a galera não decepciona não. Temos hoje uma galera da nova geração monstra, chegando com tudo. Temos ainda a galera das antigas, remando, no tow in. Ou seja, hoje temos brasileiros em vários meios do big suf. Temos um time brasileiro muito bom, super comprometido e isso é alucinante. E as empresas estão de olho nisso porque trata-se de uma repercussão bem saudável, muito bacana que essa galera pode oferecer para uma marca.  

S.P. – Para finalizar, aquela pergunta básica; qual é ou quais são suas pranchas mágicas?

R.K. – São duas, para duas situações extremas e opostas. Para o Guarujá eu uso uma 5´9 Akiwas modelo Wanted, laminação Silver Surf. Para remada no big surf eu uso uma Gun 11´3, Akiwas modelo AK47, laminação Silver Surf.

Patrocinadores do atleta: marca KOXA BOMB; Travel Ace; Bullys; Akiwas; SilverSurf; Delírio Natural e Flex Academia.

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Réplica da prancha do Medina fazendo o bem!!!

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Gabriel Medina com João Marcelo

Aloha amigos!!!

Não estranhem o título desse post. Não que outras réplicas ou pranchas do nosso campeão mundial de surf de 2014 tenham feito mal. Claro que não. Réplica ou não, todas as pranchas utilizadas por Gabriel Medina até hoje sempre fizeram muito bem ao atleta e à nós, torcedores. Mas esse post é especificamente sobre uma réplica da prancha do nosso astro das ondas. E mais: ela pode ser sua.

Já pensou começar o ano com uma prancha igual do Gabriel Medina, produzida pelo próprio Johnny Cabianca (shaper do Medina)? E ainda autografada pelo garoto prodígio de Maresias?

Sim, isso é possível e como o ano no Brasil começa só após do Carnaval essa prancha será sorteada na próxima Loteria Federal de Carnaval no dia 1º de março. Para participar você precisa acessar o blog http://jmpassoapasso.blogspot.com.br/.

As medinas da prancha estão na galeria abaixo!!!

A campanha é fruto de uma Ação Entre Amigos promovida pela família do pequeno João Marcelo, de 7 anos. Uma criança adorável que eu tive o prazer de conhecer no final de 2016. O João tem um atraso motor devido a complicações no parto, porém, como qualquer portador de paralisia cerebral ele tem a cabeça e o raciocínio normais. Ele é super inteligente, inclusive estuda em uma escola comum , com a ajuda de uma tutora, porém, como qualquer outra criança ele faz as lições, provas e trabalhos.

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Tia de João Marcelo, João Marcelo e Johnny Cabianca (shaper do Gabriel)

O objetivo de vida do pequeno João é andar e além de tratamentos como fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, etc, a família descobriu no ano passado um tratamento que se chama Therasuit. Resumindo trata-se de uma terapia que tem como base uma veste criada por pesquisadores russos com intuito de contrapor os efeitos negativos vividos pelos astronautas (atrofia muscular, osteoporose) devidos à falta de ação da gravidade em suas longas viagens pelo espaço. É constatado que pessoas com desordem neuromuscular precisam de repetições intensas de exercícios para aprender e adquirir uma nova habilidade motora. O progresso das evidências científicas associado à melhora significativa dos pacientes com distúrbios neurológicos que optaram por este tratamento faz desta técnica a primeira escolha entre os pacientes norte-americanos.

Mas, como tudo no Brasil em relação a saúde não é barato, um mês desse tratamento custa R$ 20.000,00. A família não polpou esforços e conseguiu por meio de diversas campanhas, vendas de produtos e doações, arrecadar o valor e até um pouco mais do esperado.

Agora, em busca de uma segunda série de mais 30 dias de tratamento a família do João Marcelo recebeu de um tio do garoto essa réplica da prancha de Gabriel Medina. O board foi produzido e assinado por Johnny Cabianca e autografada pelo próprio Medina.

Você não pode ficar fora dessa, né?

Para conhecer mais sobre a trajetória de pequeno guerreiro acesse https://www.facebook.com/jmpassoapasso/ !!!

Aloha!!!

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Campeões da nova geração em Búzios!!!

A praia de Geribá, em Búzios (RJ), recebeu neste final de semana, dias 11 e 12, a segunda etapa do Rip Curl Grom Search 2017, apresentado por Guaraná Antarctica. A tradicional competição reúne o melhor da nova geração do surf brasileiro. As vitórias nas duas categorias principais (sub 16) ficaram com o catarinense Leonardo Barcelos e com a carioca radicada na Austrália, Anne dos Santos.

Acima você confere uma galeria de fotos completa de tudo o que rolou na competição sob as lentes do fotógrafo Pedro Monteiro.

A terceira e última etapa do Rip curl Grom Search 2017, apresentado por Guaraná Antarctica, está confirmada para os dias 11 e 12 de março, na praia de Maresias, em São Sebastião.

O Rip Curl Grom Search 2017, apresentado por Guaraná Antarctica, tem os patrocínios de lojas Sul Nativo, 900 Graus e Overboard, com apoios de Jandaia, Vult Cosmética, Ocean Travel, Coconut’s Hotel, prefeituras de Florianópolis, Búzios e São Sebastião e Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis. Supervisão da Fecasurf, Feserj e FPS, com assessoria da FMA Notícias e cobertura da Hardcore.

RESULTADOS OFICIAIS – BÚZIOS (ABAIXO)

MIRIM (SUB16)

1 Leonardo Barcelos/SC

2 Lucas Vicente/SC

3 Heitor Duarte/SP

4 Eduardo Motta/SP

FEMININA (SUB16)

3 Anne dos Santos/RJ (Australia)

2 Carol Bonelli/RJ

3 Maju Freitas/RJ

4 Sophia Medina/SP

INICIANTE (SUB14)

1 Leo Casal/SC

2 Cauã Costa/CE

3 Luiz Mendes/SC

4 Kalany Ratto/RJ

GROMMET (SUB12)

1 Sunny Pires/RJ

2 Roberto Alves/SP

3 Daniel Duarte/SP

4 Noah Machado/PR

RANKING APÓS 2 ETAPAS

MIRIM (SUB16)

1 Lucas Vicente/SC – 1.900

2 Leonardo Barcelos/SC – 1.810

3 Daniel Templar/RJ – 1.556

4 Eduardo Motta/SP – 1.458

FEMININA (SUB16)

1 Anne dos Santos/RJ (Austrália) – 1.810

1 Maju Freitas/RJ – 1.810

2 Carol Bonelli/RJ – 1.800

4 Rafaela Coelho/SC – 1.312

INICIANTE (SUB14)

1 Leo Casal/SC – 2.000

2 Cauã Costa/CE – 1.800

3 Luiz Mendes/SC – 1.466

4 Rodrigo Saldanha/SP – 1.260

GROMMET (SUB12)

1 Roberto Alves/SP – 1.900

2 Gabriel de Souza/SP – 1.556

3 Murillo Coura/SP – 1.385

4 Daniel Duarte/SP – 1.197

 

 

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