Vida não-olímpica do softbol

O objetivo de dropar em todos os esportes não é uma tarefa fácil. Se deixar fico só no surf, rsrsrsrsr. Porém, como o objetivo deste blog não é tratar apenas do esporte dos antigos reis polinésios, saio em busca de notícias de outros esportes para comentar aqui.

Dessa vez vamos falar do sofbol brasileiro. Recentemente, o Jornal da Tarde, do Grupo Estado, publicou uma notícia cujo título é “A dura vida não-olímpica”. O texto, de autoria do jornalista Alessandro Lucchetti, fala de um lado da garra das meninas que vem conquistando resultados importantes para o país. Entre eles, o título de campeãs mundiais da categoria sub-16, no mês de janeiro, em Plant City, Flórida, EUA. Do outro lado, a matéria chama a atenção da decadência financeira da modalidade no Brasil.

Um trecho da notícia diz “…É impreciso dizer que o softbol é o primo pobre do beisebol brasileiro. O beisebol já é o pobre, quando se fala em apoio. Seria mais correto situar o softbol abaixo da linha da pobreza…” O motivo: antes a Confederação Brasileira de Beisebol e Sofbol (CBBS) recebia dinheiro da Lei Piva, verba dedicada às modalidades olímpicas. Atualmente, como deixou de fazer parte dos Jogos, o softbol vive as custas de “paitrocinadores” que fazem rifas e almoços para arrecadarem dinheiro para financiarem as viagens de suas filhas em competições internacionais.

Essa realidade é triste, e não acontece apenas no softbol brasileiro. Muitas modalidades ficam dependentes apenas das verbas do governo durante os ciclos olímpicos. Se deixam de receber essa verba, caem em decadência. Fica a dúvida. Nos tempos de vacas gordas (Lei Piva) o que foi feito? Alguma campanha de incentivo para popularizar a competição, investimento em comunicação, projetos de planos de negócios, etc? No caso do softbol nem o site foi reformulado (aliás, site de confederações dá um tema a parte). Não vou atacar nenhuma modalidade esportiva. Mas, não é difícil encontrar em decadência muitas confederações no país, com ou sem Lei Piva. Infelizmente essa é a realidade de muitas modalidades esportivas no país do futebol. Por enquanto, para nós, meros brasileiros, resta apenas torcer. Até para o softbol.

Sobre João Carlos Godoy

Jornalista, surfista, amante, fanático por surf e pelo mar. Formado no curso de MBA de Gestão no Esporte da Universidade Anhembi Morumbi e assessor de imprensa na área de negócios e esporte. E-mail para contato: jc.surfistapaulistano@gmail.com
Esse post foi publicado em Aloha, Boca no trombone, Gestão no esporte. Bookmark o link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s