Donos da superação

Quando se fala de esporte, sempre tem um discursozinho de algum dirigente falando em superação. Opa, calma lá, concordo que qualquer modalidade esportiva exige uma pitada de superação. Porém, a categoria proprietária dessa palavra por direito dentro do esporte é, sem dúvida, a divisão paraolímpica, paraescolares, etc.

Como um admiradornato desses verdadeiros heróis do esporte nacional, deixo o Surfista Paulistano a disposição para falarmos de modalidades paraolímpicas.

Entre muitas, quero destacar neste post, em especial, o time de basquete da Associação para Educação, Esporte, Cultura e Profissionalização da Divisão de Reabilitação do Hospital das Clínicas (AEDREHC), na foto acima. O grupo é braço de uma instituição que surgiu em 1993, com o objetivo de fomentar o esporte para a pessoa com deficiência física. Atualmente, o time conta com 16 atletas e segue em busca de patrocínio.

Se a sua marca ou empresa deseja patrocinar qualquer modalidade paraolímpica por dó ou como ação de responsabilidade social, esqueça, mude de estratégia. As vésperas dos Jogos Olímpicos de 2016, é importante encararmos a Paraolimpíada como uma ferramenta de marketing de pura visibilidade. Pensem nisso, pois estarão patrocinando verdadeiros guerreiros, donos do verdadeiro significado da palavra superação.

Sobre João Carlos Godoy

Jornalista, surfista, amante, fanático por surf e pelo mar. Formado no curso de MBA de Gestão no Esporte da Universidade Anhembi Morumbi e assessor de imprensa na área de negócios e esporte. E-mail para contato: jc.surfistapaulistano@gmail.com
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13 respostas para Donos da superação

  1. Yvan disse:

    olá João Crlos bela reportagem sobre essa equipe fantastica de basquete sobre rodas, acompanhei ela diversas vezes e descobri que essa equipe na verdade é uma escola de formar talentos, pena que esta acabando, pois o antigo patrocinador esqueceu deles, gostaria que se possivel entre em contato com os responsaveis da entidade(www.aedrehc.org.br) e descubra o porque esta equipe esta chegando ao fim, pena pois ongs assim estao em extição.
    obrigado Prof .Ivan-sao paulo

    • Fernando Oliveira disse:

      Caro Yvan, conheço toda a historia dessa equipe, equipe essa que surgiu em 1993 numa quadra descoberta ali na dmr , onde na epoca era um centro de reabilitação chamado drpv, hoje conta com pessoas e atletas de nivel de seleção brasileira e que infelizmente está sem apoio nenhum, conheço todos os atletas pois quando precisei fazer um trabalho de conclusão de curso, eles me abriram a porta principalmente o capitão da equipe chamado alex alves, um cara batalhador e que busca sempre apoiar aqueles que estão começando no esporte, a gelera fez todo o trabalho e não corou nada,fiquei triste quando descobri pelo o proprio alex que ele, estava desistindo do esporte que tanto ama e que estava procurando trabalho, pois sua equipe estava sem patrocinio, cara o mais incrivel é que mesmo sem grana e sem apoio , toda a equipe continua treinando todos os dias ,aos meus amigos da aedrehc/warriors gostaria de d
      deixar aqui meus agradecimentos e meu apoio que se precisarem estarei sempre junto.Que vocês possam terminar o ano com dignidade e respeito que essa entidade sempre teve um grande abraço Fernando.
      p.s Parabéns João bela materia e que caso você possa um dia, faça uma visita a esses grandes campeões que superam a cada dia todos os obstáculos.

  2. Rodrigo Martins disse:

    Amigo João primeiramente meus parabéns pela excelente materia, me chamo Rodrigo jogo basquete em cadeiras de rodas, a 1 ano e meio, hoje na aedrehc/warriors, quando andava jogava futebol , depois que fiquei deficiente tive um momento de tristeza e de desanimo, quando conheci a equipe vi que poderia praticar um outro esporte, mesmo na cadeiras de rodas, no começo foi muito dificil, pois lá o pessoal leva tudo muito a serio, hoje entendo porque as outras equipes chamam a aedrehc/warriors de “escola” sem dizer no carrasco chamado alex rs..esse cara é chato, porém com a chatice dele e a cobrança para que eu me tornasse um grande jogador de basquete em cadeiras de rodas o apoio que ele me deu consegui superar todos os meus medos e hoje posso dizer que sou um atleta, Ele cobra desde o mais antigo ate o mais novo, sempre querendo tirar o maximo de cada atleta,varias vezes pensei em desistir porém ele me mostrava que as cobraças eram na verdade lições de vidas, dentro e fora de quadra,Hoje estamos sem apoio e sem patrocinio porém ele e nós continuamos lá, dias a pos dias, treinando , treinando, para que possamos ser Vencedores não no esporte e sim na vida.
    Obrigado Alex e a todos da aedrehc/warriors tamu junto sempre….
    Rodrigo-sp

  3. Ezequiel Barbosa disse:

    Ezequiel .
    Galera do basquete em cadeiras de rodas, que materia maravilhosa , meus parabéns João Godoy, sou atleta da Aedrehc/Warriors e sei o quanto precisamos desse apoio e dessas repostagens, hoje estamos sofrendo sem ajuda e sem apoio , mas com certeza vamos lutando em busca de objetivos maiores sem desistir, acordo as 6:00 da manhã e vou treinar todos os dias , pois sei que ali vou apreender a ser um grande atleta e principalmente um grande homem,que essa reportagem ajudem-nos a conseguir nosso sonho que é participar do campeonato paulista ate o final do ano e principalmente o Campeonato Brasileiro em Recife, pois sem patrocinio não conseguiremos comprar as passagens, porém temos um lema Um por Todos e Todos Por um, nem que precisamos vender picoles e bolos em portas de escolas para podermos viajar.Aedrehc?warriors e a todo time obrigado por vocês existirem
    Ezequiel Barbosa

  4. Alex Alves disse:

    Oi João Godoy , nos falamos agora pouco, obrigado pela matéria ficou muito legal, posso dizer que chegou num momento mágico,pois estamos e estou quase desistindo de continuar essa luta, além de dirigente sou também atleta, tive que abrir mão da seleção por motivos pessoas e principalmente porque sabia que se não abrisse mão ,nossa equipe teria terminado no começo do ano,hoje fico feliz por saber que existem pessoas como você que apoiam o esporte paraolimpico, as vezes para muitos o que vale, é o retorno na midia, para mim e minha equipe apenas algumas palavras são suficientes para continuar nossa luta.Meu objetivo como dirigente e atleta e conseguir fazer a equipe chegar no final do ano, pois estamos passando por diversas difculdades, porém não posso reclamar afinal temos atletas que se empenham todos os dias de diversas regiões de São Paulo, uns acordam, 4.30 da manha outros as 6.00 , tem uma menina chamada Tanya que sai de Jundiai as 5.00 da manhã so para treinar com a gente, isso me da animo de continuar nem que seja ate o final do ano.Quero agradecer em nome de toda entidade Aedrehc/warriors e de todos os atletas essa oportunidade aqui de divulgar nosso trabalho.
    vou deixar aqui o nosso site e meu blog pessoal, caso queria maiores informações
    http://www.aedrehc.org.br
    Blog http://alexbasketbrasil.blogspot.com/
    obrigado Alex Alves

    • Galera, agradeço o Alex e sintam-se todos agradecidos pelos depoimentos. Confesso que pela primeira vez o Surfista Paulistano fez realmente sentido em existir. Vamos dar seguimento nesta história. Obrigado,

      João Carlos Godoy

  5. Camila disse:

    FORÇA MENINOS NÃO DESISTAM NUNCA , EU SEI DA BATALHA E DO TRABALHO REALIZADO POR VOCÊS, BELA REPOSTAGEM JOÃO MEUS PARABENS CAMILA GOMES.

  6. Simone disse:

    Cada dia que passa somos surpreendidos com a demonstração de garra e superação de obstáculos por parte de pessoas portadoras de deficiência, ultrapassando seus próprios limites físicos e psicológicos através da prática do esporte adaptado. O time da AEDREHC é um dos times que podemos chamar de força… garra… e superação..que mesmo sem apoio e patrocínio não desistem…
    Mas infelizmente ainda nos dias de Hoje, no Brasil, milhares de pessoas com algum tipo de deficiência ainda são discriminadas nas comunidades em que vivem ou sendo excluídas do mercado de trabalho..social….esporte…. O processo de exclusão social de pessoas com deficiência ou alguma necessidade especial é tão antigo quanto a socialização do homem……
    As dificuldades são imensas para sensibilizar executivos de empresas privadas, órgãos públicos e até mesmo a sociedade sobre essa questão. Um sentimento de omissão aparece, consciente ou inconscientemente, em técnicos, executivos e burocratas, quando necessitam decidir sobre o atendimento às necessidades dos portadores de deficiência e ao apoio ao esporte.
    Acredito que dessa forma, lutar a favor da inclusão social onde o apoio a esse esporte faz parte também, deve ser responsabilidade de cada um e de todos coletivamente.

    Simone

  7. rogerio vieira disse:

    boa tarde: de 1999 até 2009 fiz parte dessa equipe sou amputado de uma perna, e quando cheguei percebi que ali a partir da quele momento eu iria superar varias barreiras em minha vida nunca havia jogado basquete nem na escola com a ajuda de grandes profissionais fui crescendo e hoje posso dizer que já sou um campeão na superação e nas quadras. uma equipe guerreira, familia e acima de tudo responssavél por manter a equipe no patamar que está, resumindo uma equipe ( CAMPEÃ). então peço aos EMPRESÁRIOS que ajude a aedrehc a formar mais campeões p o nosso brasil. um abraço a todos

  8. Elisabeth disse:

    Olá João, obrigada por acreditar na Aedrehc e nos seus jogadores, dando a eles um crédito no seu blog …
    Valeu mesmo, abraços!!!

  9. Jerônimo disse:

    Boa tarde, gostaria de deixar aqui minhas palavras em nome da equipe AedreHC, hoje faço parte desta equipe que muito tem lutado para chegar aos seus objetivos, mais hoje estamos encarando um desafio maior que esta fora das quatro linhas, que é conseguirmos nosso patrocínio, no qual corremos o risco de futuramente deixar de ter esta escola em matéria de ensinar uma pessoa com deficiência que gosta de esportes a vim fazer parte deste mundo, o baskete sobre cadeira de rodas, desde que começei mi envolvi de uma tal forma que só penso neste esporte e quero se possível chegar longe em termo de carreira, e sei que iremos conseguir vencer esta batalha e formarmos cade vez mais atletas para representar não só suas equipes como nosso país também chamado Brasil…..!

  10. Tatiana disse:

    Fui assistir a um jogo de basquete em cadeiras de rodas há uns dias atrás, coincidentemente um dos times que estavam em quadra, era o Aedrech/Warriors, nossa!! fiquei contagiada pela garra… força de vontade…felicidade em quadra e principalmente técnica em jogo!!! excelentes jogadores não deixam a desejar ao um time de basquete convencional..mas fiquei triste ao mesmo tempo, pois me deparei com a realidade que esses verdadeiros talentos estão passando..talento esse…que está sendo desperdiçado..pois hoje esse time de verdadeiros guerreiros estão sem patrocínio e apoio para que possam dar continuidade a um verdadeiro show de basquete que esses verdadeiros atletas fazem muito bem!!

  11. Pingback: A força do esporte paraolímpico | SurfistaPaulistano

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