A saída de Ricardo Teixeira na visão de um surfista

Como a maioria dos brasileiros, fiquei sabendo da saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF e do Comitê Organizador Local  da Copa de 2014 pela imprensa. Estava dirigindo quando ouvi a notícia na rádio Estadão/ESPN. É claro que recebi a notícia com felicidade extrema nesta segunda-feira, dia 12. Alguém, além do Rodrigo Paiva, eterno assessor de imprensa da CBF, ficou triste?

Pena que a felicidade durou pouco. Em uma coletiva de imprensa logo na sequência da notícia, o agora presidente da entidade, José Maria Marin (na foto acima), afirmou que nada vai mudar. O cartola máximo do futebol brasileiro no momento ainda usou uma frase pronta para evitar uma debandada em massa dos diretores da CBF: “Quem era da confiança de Teixeira agora é da minha confiança”, afirmou Marin, para o nossos desespero.

O que mais me deixa indignado é que o futebol brasileiro perdeu mais uma chance de ouro para se renovar, reciclar seus planos, seus conceitos. Quando veremos uma dirigente de verdade ou um executivo contratado e não um cartola dirigir uma entidade esportiva? Por que não o Zico à frente da CBF, ou o Raí.

Com a saída do cartola bandido Ricardo Teixeira e com a chegada do cartola José Maria Marin nada muda mesmo. Saiu um cartola bandido e entrou um cartola que ainda não tem nenhuma acusação contra ela. Aos 79 anos, Marin foi escolhido para o cargo porque era o vice mais idoso da cúpula da CBF. Meus Deus, quem é capaz de criar uma regra desse tipo? Em sua história como dirigente, Marin foi presidente da Federação Paulista de Futebol e governador do Estado de São Paulo. De acordo com o estatuto da CBF, ele fica no mandato até após a Copa de 2014, quando serão convocadas novas eleições. Até lá, nada muda.

 

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Sobre João Carlos Godoy

Jornalista, surfista, amante, fanático por surf e pelo mar. Formado no curso de MBA de Gestão no Esporte da Universidade Anhembi Morumbi e assessor de imprensa na área de negócios e esporte. E-mail para contato: jc.surfistapaulistano@gmail.com
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Uma resposta para A saída de Ricardo Teixeira na visão de um surfista

  1. Rodolfo disse:

    é a regra da monarquia, morre um assume o mais velho!

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