Mulher surfista nota 10

Silvana Lima Foto: WSL/Kirstin Scholtz

Silvana Lima
Foto: WSL/Kirstin Scholtz

No Dia Internacional da Mulher não consigo pensar em outra atleta brasileira que represente melhor a figura de mulher guerreira que não seja a cearense Silvana Lima. A surfista, que retornou em 2015 à elite feminina da Liga Mundial de Surf (WSL), já começou o ano mostrando que voltou para brigar pelo título. Independente de vitória, a brazuca já está classificada para as quartas de final do Roxy Pro Gold Coast, primeira etapa do campeonato neste ano.

E os resultados que fizeram Silvana estar nesta posição em Snapper Rocks, na Austrália, são muito significativos. Incluindo duas baterias que deram muito trabalho para a hexacampeã mundial de surf, Stephanie Gilmore, e uma repescagem em que a cearense fez a mala de Sally Fitzgibbons, arrancando uma nota 10 dos juízes (vídeo abaixo). Aliás, na minha opinião os aéreos de Silvana nesta temporada vão dar trabalho para as outras competidoras, que não estão acostumadas a executar esse tipo de manobra.

Surfando na onda do sucesso que o surf brasileiro está fazendo pelo mundo, por conta do talento do campeão mundial Gabriel Medina, Silvana Lima não escolheu hora melhor para mostrar sua performance. Até entrevista no Jornal Nacional ela já deu (clique aqui para assistir).

Silvana já foi vice-campeã mundial em outras temporadas, passou por lesão em 2012, perdeu sua vaga na elite após um 2013 sem resultados expressivos, lutou muito em 2014 para se destacar no circuito de acesso e agora está de volta. Tudo isso foi superado pela atleta sem patrocínio. Pagando suas viagens e alimentação como dava. Absurdo né, nem uma marca brasileira dar o valor que uma surfista como Silvana merece. Felizmente, as coisas estão mudando para ela.

Sempre fui admirador do surf de Silvana, mas como tenho pouco mais de cinco anos de surf, nunca havia acompanhado, de verdade, a história da atleta. E, de 2012 em diante passei a pesquisar mais de perto essa trajetória vencedora e brilhante. Fiquei impressionado, ao ler, em abril de 2014, uma entrevista que Silvana deu para a revista Hardcore, onde contou os seus perrengues para se manter na luta do surf, sem patrocínio.

A surfista chegou a fazer um site (silvanafree.com ou algo assim), no sistema de Crowdfunding para arrecadar doações. Conseguiu vencer? Sem dúvida sim.

Ela pode ainda não ter em sua carreira o caneco de um título mundial, mas já tem o título de campeã de quem venceu as adversidades da vida para fazer o que mais ama: surfar!!!

Sobre João Carlos Godoy

Jornalista, surfista, amante, fanático por surf e pelo mar. Formado no curso de MBA de Gestão no Esporte da Universidade Anhembi Morumbi e assessor de imprensa na área de negócios e esporte. E-mail para contato: jc.surfistapaulistano@gmail.com
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