Bate-papo com Surf Van

Quem nunca viu a famosa Surf Van subindo ou descendo a serra ou estacionada nos principais picos de surf do litoral norte de São Paulo e Guarujá? Se ainda não viu, com certeza vai ver, principalmente quando estão quebrando altas ondas.

O negócio, que existe desde 2000, já percorreu incontáveis quilômetros de estrada e já proporcionou dias e dias de surf para cerca de mais de 6 mil pessoas, pela contabilidade do publicitário Douglas Pires, 41, proprietário da Van, que concedeu a entrevista abaixo para o Surfista Paulistano durante janeiro/2015 em uma praia do litoral norte de São Paulo após uma session a qual tive a oportunidade de acompanhar por acaso e conferir a vibe positiva da galera. Acima, algumas fotos traduzem também essa atmosfera.

Se você está achando que a sua session de surf foi pro saco porque você está sem carro, os seus problemas estão resolvidos. Boas ondas!!!

Para saber mais sobre a Surf Van clique aqui!

Surfista Paulistano (S.P.) – Fale um pouco sobre sua trajetória profissional e o início da Surf Van.

Douglas Pires (D.P.) – Comecei em 1992 a trabalhar como designer em empresas de surf. Em 2000, um amigo, Carlos Santana, me chamou para bolarmos a Surf Van. A gente já fazia umas viagens juntos e nessas viagens começamos a bolar as ideias até chegarmos no nome Surf Van. Trabalhamos juntos até 2007. E desde então eu sigo tocando o negócio sozinho. 

S.P. – Como são escolhidos os picos de destino da Surf Van a cada bate e volta? 

D.P. – Já sei como será a direção do swell durante a semana, seguindo sempre a previsão das ondas e ventos. As vezes defino o destino como litoral norte e outras vezes para o Guarujá. 

S.P. – O que um surfista precisa fazer para participar dos bate e voltas da Surf Van? 

D.P. – Por meio da página da Surf Van no Facebook, onde a pessoa pode entrar e se cadastrar ou pelo site, onde terá todas as informações sobre a trip e os dados bancários para depósito do valor de R$ 50,00, que é quanto custa o serviço de bate e volta, com direito a um açaí da Frooty Açaí. 

S.P. – O que está incluso no valor de inscrição do serviço?

D.P. – Ida e volta do pico (horários e pontos de chegada e partida da Van em São Paulo pelo site da Surf Van), em uma van executiva, zerada, com vídeo de surf. Eu conto com o trabalho do fotógrafo Henrique Tricca, que acompanha as trips, e eu mesmo faço os vídeos. O surfista volta da trip assistindo as imagens na Van. As imagens (filmagem) são grátis, as fotos são pagas.

S.P. – Como funciona o calendário de surf da Surf Van e quantas pessoas já surfaram ou começaram a pegar onda na companhia da Surf Van? 

D.P. – A média de viagens é de três a quatro vezes na semana. Sábado e domingo e os dois melhores dias da semana. Não sei o número ao certo, desde o início do projeto, mas acredito que já atendemos mais de 6 mil surfistas. Muita gente começou a surfar pela Surf Van e mudou seu estilo de vida completamente. A empresa tem parcerias com escolas de surf no litoral para iniciantes e também tem muito surfista experiente que usa o serviço. 

S.P. – A Surf Van também realiza Surf Trips internacionais?

D.P. – Já fizemos uma surf trip para o Chile em 2006 para 2007, porque naquele momento o dólar era favorável para isso. Podemos até pensar em voltar a organizar trips internacionais. Mas pelo Brasil já fizemos inúmeras trips de surf, de Bahia ao Sul do país, quase divisa com o Uruguai. 

S.P. – Você vive exclusivamente deste negócio? 

D.P. – Sim, eu me sustento pela Surf Van que além dos surfistas que usam o serviço também conta com o patrocínio de marcas líderes no mercado de surf. São elas: Rip Curl, loja Surfers Paradise, Ripwave, Prolite, Frooty Açaí e divulgação Waves e Fluir. 

S.P. – Como é viver do surf? 

D.P. – Para falar a verdade eu sempre quis isso desde 1992. Tentei virar surfista profissional, mas não deu certo. Tentei algumas competições. Mas sempre tive na minha cabeça que um dia eu ia ganhar dinheiro e viver do surf. Por isso eu amo o que eu faço. Deu certo. Tive a sorte de ter um amigo que deu o pontapé inicial no projeto e estou aí até hoje. O prazer que sinto neste trabalho é indescritível. Sou realizado profissionalmente porque faço o que eu gosto. Não tem coisa melhor. 

S.P. – Como começou a sua história de surfista? 

D.P. – Eu sou paulistano e surfo desde os 13 anos de idade. Comecei no litoral sul de São Paulo. Meu tio tinha apartamento em Santos, minha avó tinha casa em Itanhaem, outro tio em Praia Grande, mas meu ponto fixo era mesmo Itanhaem, onde eu inclusive morei por quatro anos. 

S.P. – Qual é o seu pico de surf preferido e o que te incomoda mais no surf? 

D.P. – Quando as ondas estão boas, um pico que tem acesso de carro e estrutura, é Maresias (SP). Agora o que mais me aborrece no surf? Putz, difícil, hein? Acho que nada (risos)…

S.P. – Nem o crowd? 

D.P. – Eu sou o cara que menos pode reclamar do crowd porque eu sempre chego em 10 surfistas. Eu praticamente levo o crowd (risos). Ultimamente estou vivendo um momento tão zen na minha vida que nem o crowd tem me incomodado. 

 

 

Sobre João Carlos Godoy

Jornalista, surfista, amante, fanático por surf e pelo mar. Formado no curso de MBA de Gestão no Esporte da Universidade Anhembi Morumbi e assessor de imprensa na área de negócios e esporte. E-mail para contato: jc.surfistapaulistano@gmail.com
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Uma resposta para Bate-papo com Surf Van

  1. Marcelo Batista Azevedo. disse:

    Muito bom Douglas parabéns !!!

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