Se o CT de surf 2016 terminasse hoje!!!

deivid

Se o circuito terminasse hoje Deivid Silva seria o único brasileiro estreante na elite em 2017. Foto: WSL/Kelly Cestari

Das 11 etapas previstas no ano do Circuito Mundial de Surf 2016, da Liga de Surf Profissional (WSL), seis delas já foram pra conta. A última, o J-Bay Open, na África do Sul, a vitória ficou com o australiano Mick Fanning, vídeo abaixo (o mesmo atacado por um tubarão na mesma etapa em 2015).

 

Em paralelo ao resultado em J-Bay, onde o melhor brasileiro na água foi Gabriel Medina (5º colocado, quero também aproveitar que chegamos a um pouco mais do meio do circuito para simular o que aconteceriam com os brazukas se o campeonato acabasse hoje, destacando seus melhores resultados.

Gabriel Medina – seria o melhor brasileiro dentro do circuito em 2016, com a terceira posição no ranking. Em J-Bay, o atleta local de Maresias foi até as quartas de final, derrotado por Julian Wilson em uma bateria onde ele não conseguiu trocar um 3,60. Uma nota ridícula, dentro dos padrões do campeão mundial de 2014. Em seu currículo em 2016, Medina leva consigo uma vitória no circuito, em Fiji.

Adriano de Souza (Mineiro) – o campeão mundial de 2015 terminaria a disputa pelo caneco com a quarta posição no ranking, acumulando como melhor resultado um terceiro lugar (Rio de Janeiro). Na África do Sul, Mineiro ficou com a 9ª posição, eliminado por Gabriel Medina na segunda repescagem da prova (round 5).

Ítalo Ferreira – é o sexto colocado no ranking mundial, caiu duas posições após amargar uma 13ª posição em J-Bay (eliminado na terceira fase da prova). Ítalo terminaria o ano com duas 3ª posições (Bells Beach e Margareth River).

Caio Ibelli – terminaria o circuito com o 12º lugar. Em J-Bay, Ibelli também não passou do round 3, derrotado por Wiggolly Dantas. O paulista tem como melhor performance no ano um 5º lugar em Margaret River.

Filipe Toledo – apesar de estar na 13ª posição entre os melhores do mundo, considerando que o atleta ficou duas etapas de molho, por conta de uma lesão, na minha avaliação Filipinho Toledo é, depois de Gabriel Medina, a melhor recuperação de um atleta brasileiro no ranking. O local de Ubatuba subiu quatro posições. Em J-Bay foi até as quartas de final, perdendo para Mick Fanning, e no ano seu melhor resultado foi um 3º lugar na Gold Coast. Filipinho tem talento de sobra para avançar ainda mais no ranking e quem sabe brigar pelo título, só precisa recuperar o ritmo de prova.

Wiggolly Dantas – é o 14ª colocado no ranking e tem mostrado um performance que pode render bons frutos no futuro. Em J-Bay, o também local de Ubatuba avançou até o quinto round, derrotado por Filipinho Toledo. No ano ele tem dois quinto lugares (Bells Beach e Fiji).

Miguel Pupo – ocupa o último lugar de corte do ranking para permanecer na elite em 2017. Tem uma coleção de 13ª posições no ano e um quinto lugar como melhor resultado. O pior de tudo é que até o momento Pupo não tem nem o ranking de acesso para fazer com que ele se mantenha entre os melhores do ano na próxima temporada. Em J-Bay, ele acumulou mais um 13º lugar, derrotado no round 3 por Filipinho Toledo.

Alejo Muniz – se o circuito terminasse hoje Alejo estaria fora. O atleta está na 28ª posição do ranking, acumulando duas etapas machucado, três 13º lugares e uma 9ª posição conquistada agora em J-Bay. Alejo, que tem um surf de linha de tirar o fôlego, na África do Sul, conquistou um feito importante. Fez a mala do atual líder do ranking, Matt Wilkinson, impedindo que o australiano somasse mais pontos em busca do ranking. Infelizmente Alejo caiu na etapa de número 5, contra o sul-africano Jordy Smith.

Jadson André – com a 29ª posição no ranking mundial, Jadson também daria adeus à elite se tudo acabasse hoje. O atleta acumula como melhor resultado até o momento um 9º lugar em Fiji, mas também amarga uma etapa com lesão (Margaret River) e três 25º lugares, que é o pior resultado que um atleta pode ter em uma prova. O 25º lugar é o equivalente a última posição nas etapas (eliminados no round 2).  Em J-Bay, Jadson foi derrotado no round 2 por Wiggolly Dantas.

Alex Ribeiro – é o pior resultado brasileiro no ranking mundial com a 38ª colocação e certamente não fará parte da elite em 2017. Ribeiro não passou na 25ª posição em nenhuma etapa do ano até o momento. Em J-Bay a derrota foi para John-John Florence. Aliás Alex Ribeiro não venceu nenhuma bateria no CT em 2016.

Quem subiria?

Se o circuito terminasse hoje, considerando o circuito de acesso, teríamos apenas um brasileiro como estreante na elite: Deivid Silva, que ocupa, até o momento, a 4ª colocação do circuito de acesso.

Sobre João Carlos Godoy

Jornalista, surfista, amante, fanático por surf e pelo mar. Formado no curso de MBA de Gestão no Esporte da Universidade Anhembi Morumbi e assessor de imprensa na área de negócios e esporte. E-mail para contato: jc.surfistapaulistano@gmail.com
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