Filipinho Toledo vence o US Open

WSL_Jackson Van Kirk_Filipinho

Filipinho Toledo. Foto: WSL/Jackson Van Kirk

Durante essa semana que passou, a praia de Huntington Beach, na Califórnia (EUA), foi sede do Vans US Open Of Surfing, válido para o ranking de acesso ao Samsung Galaxy Championship Tour, campeonato de elite do surf mundial, da World Surf League. Em ondas pequenas, o que acompanhamos na página do Surfista Paulistano no Facebook e no Instagram era um australiano do circuito de acesso Ethan Ewing e um norte-americano com nome de oriental, Kanoa Igarashi, do circuito mundial, determinados em conquistarem o título da prova. Em paralelo, acompanhamos também dois brazukas da elite mundial comendo pelas beiradas, vencendo bateria por bateria, com manobras conservadoras em algumas ocasiões, em ondas minúsculas, e arriscando e completando aéreos quando o mar cresceu um pouco. Adriano de Souza, atual campeão mundial de surf,  foi um deles e chegou até a semi-final.

O bi-campeonato (primeiro foi em  2014) da disputa ficou com o brasileiro Filipe Toledo (na foto acima), que garantiu boas notas na final contra o australiano Ethan Ewing, fazendo um surf consistente com manobras potentes e seguro da vitória.

Outro brazuka que merece destaque na prova é o atual campeão brasileiro, Bino Lopes, que avançou até as quartas de final.

Filipinho, que começou o ano com uma séria contusão na perna, na primeira etapa do circuito mundial, o que o deixou de fora da perna australiana (duas competições), vem, aos poucos, voltando o seu ritmo no campeonato principal. Após retornar de sua contusão, terminou a etapa brasileira do ano na nona colocação. Avançou pouco em Fiji (13º lugar) e encerrou sua participação em Jeffreys Bay, na África do Sul, na quinta colocação, derrotado pelo campeão da prova, Mick Fanning. Os resultados até o momento colocam o brasileiro na 13ª colocação do ranking.

Uma vitória importante em um evento de peso como o US Open, sem dúvida traz ao local de Ubatuba (SP) uma dose de confiança relevante para seguir na briga pelo título mundial. Talento para isso ele tem. A próxima etapa do circuito mundial de surf profissional é o Billabong Pro Tahiti,  nas temidas ondas de Teahupoo. É provável que não será lá que veremos Filipinho levantar seu primeiro caneco de campeão no campeonato principal em 2016. As ondas pesadas de Teahupoo, pelo histórico do brasileiro na elite, não são sua especialidade. Mas, duvidar de seu talento não é algo que eu faria. Minha expectativa nesse garoto, que em breve será pai, são nas próximas três etapas do ano após o Tahiti. São elas: Trestles (onde Filipinho já levou um título de campeão pelo QS), França e Portugal (onde venceu em 2015 pelo CT). Conquistar um bom resultado no Tahiti e partir para cima em Trestles (EUA), França e Portugal , é uma estratégia que pode fazer, sim, Filipinho chegar ao Hawaii, em dezembro, mais uma vez entre os favoritos ao título de melhor do mundo. E por que não fazer com que ele arranque da garganta da torcida, pelo terceiro ano consecutivo, o grito de Brasil Campeão Mundial de Surf.

Aloha!!!

 

 

Sobre João Carlos Godoy

Jornalista, surfista, amante, fanático por surf e pelo mar. Formado no curso de MBA de Gestão no Esporte da Universidade Anhembi Morumbi e assessor de imprensa na área de negócios e esporte. E-mail para contato: jc.surfistapaulistano@gmail.com
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