As zebras do WCT 2016

keanu-asing

Keanu Asing

Dificilmente alguém vai assumir, mas acho bem improvável que algum torcedor brazuka daqueles (assim como eu) que acompanham as etapas do WCT tenha apostado em alguma prova em nomes de campeões como Matt Wilkinson, Sebastian Zietz ou Keanu Asing. De forma nenhuma quero dizer que esses atletas não tem talento para vencer as provas que venceram, mas ninguém pode negar que eles não eram favoritos para levantar os canecos que levantaram.

Esta última etapa na França, o Quiksilver Pro France, trouxe o havaiano Keanu Asing como campeão, derrotando os dois primeiros do ranking: John John Florence (semi-final) e Gabriel Medina (final). Ao assistir a etapa contra o Medina lembrei do mesmo Keanu Asing que venceu o então recém campeão mundial Gabriel Medina no round 3 do Oi Rio Pro em 2015 (clique aqui para rever a bateria). O então desconhecido Keanu Asing vencia a bateria do round 3, com possível virada de Medina. Possível virada até Asing acertar um alley oop e deixar a vida de Medina complicada. Dessa vez na França não teve ally oop, mas era o mesmo Asing, com um backside afiado, um surf limpo (veja os highlights das finais abaixo). Conclusão: Asing não é um favorito ao título mundial em médio prazo, mas está longe de ser um atleta a ser desprezado pelos favoritos. Assim como Matt Wilkinson e Sebastian Zietz.

Medina na França conquistou um bom resultado, sem dúvida. Um segundo lugar não é pra qualquer um, porém ele precisa tomar cuidado com suas escolhas. Essa derrota para Asing, na minha avaliação, foi 60% talento do havaiano e 40% erro estratégico de Medina, que além de manobras sem potência ainda conquistou uma bela interferência.

Medina é gênio e também tem todo direito de errar, mas erros às vésperas de um possível bicampeonato mundial, contra John John Florence, pode ser fatal.

Nesta terça-feira, dia 18, começa a penúltima etapa do tour. O Meo Rip Curl Pro Portugal. Minhas apostas já estão feitas e confesso que não apostei em nenhuma zebra talentosa. Estou sim apostando minhas fichas no mesmo gênio Gabriel Medina, em uma final contra Filipe Toledo (campeão da mesmo etapa em 2015), seguidos de John John Florence e Adriano de Souza (atual campeão mundial e vencedor dessa mesma etapa de Portugal em 2011, em uma final contra o mito Kelly Slater).

Que venham os favoritos ao título!!! Que as zebras possam descansar até o final do tour!!!

Surf feminino – se no tour masculino temos as zebras, salvas as devidas proporções no feminino temos as favoritas disputando a taça do começo ao fim. Em 2016, a australiana Tyler Wright levantou o caneco de campeã mundial de surf profissional, com uma etapa de antecipação. Em 2017, quem sabe não é a vez de Silvana Lima, que está quase de volta à elite.

Aloha!!!

 

 

Sobre João Carlos Godoy

Jornalista, surfista, amante, fanático por surf e pelo mar. Formado no curso de MBA de Gestão no Esporte da Universidade Anhembi Morumbi e assessor de imprensa na área de negócios e esporte. E-mail para contato: jc.surfistapaulistano@gmail.com
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