Retrospectiva Surf – Notas 10 WCT 2017

Aloha galera, a paz!!! Blz?

Todos os anos eu faço uma retrospectiva mostrando a performance de atletas brasileiros em disputas internacionais e tal. Esse ano decidi fazer algo diferente, algo que, literalmente, remetesse à nota 10!!! Daí pensei em montar o vídeo acima com todas as notas 10 registradas nas etapas do WCT em 2017.

Foi um prazer trabalhar nessa ideia porque tive que revisitar todas as disputas do WCT nesse ano, re-assistir algumas baterias, rever momentos irados e, a conclusão principal: somos os melhores do mundo!!! Não estou falando de título, isso é detalhe. Os números, esses sim não mentem. Vamos a eles.

Como todos sabem, o Campeonato Mundial de Surf Profissional, organizado pela World Surf League, é composto de 11 etapas. Do total, apenas cinco disputas registraram as 12 notas 10 conquistadas ao longo do ano. Houve sim, uma chuva de notas 9, notas 8 e uns quebrados, mas as tão sonhadas notas 10 foram poucas. De todas as notas máximas anunciadas, o Brasil saiu na frente. Nossos brazukas conquistaram cinco notas 10, sendo que três foram de autoria de Filipinho Toledo (uma em Bells Beach e duas em Jeffreys Bay), seguido por Ítalo Ferreira (um 10 na Gold Coast) e Gabriel Medina (um 10 em Fiji).

Aliás, Jeffreys Bay foi uma chuva de 10. Das 12 notas 10 em 2017, sete foram em J-Bay. Como já disse acima Filipinho Toledo conquistou duas notas máximas em J-Bay e a vitória da etapa, contando os dois aéreos alley-oops na mesma onda, rsrsrsrs. O sul-africano Jordy Smith foi dono de três notas 10 no mesmo evento e foi também nessa etapa o único no ano a conquistar 20 pontos, na mesma bateria: ou seja, 20 pontos, de 20 possíveis: o heat perfeito.

Além do Brasil e da África do Sul, a lista de notas 10 no WCT 2017 ficaram com os havaianos Ezequiel Lau (um 10 na Gold Coast), Sebastian Zietz (um 10 em Margaret River); o português Frederico Morais (um 10 em J-Bay); e o australiano Julian Wilson (um 10 em J-Bay).

Espero que se divirtam com as ondas perfeitas surfadas em 2017 editadas no vídeo acima e que em 2018 possamos comemorar muitos 10, de preferência, verdes e amarelos. Feliz 2018 queridos leitores. Que Deus abençoe a todos no próximo ano com saúde, sabedoria e paz e, claro, altas ondas. Aloha!!!

Quem entra e sai da elite do surf em 2018

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John John Florence (bi-campeão mundial de surf profissional). Foto: WSL/Tony Heff.

Aloha galera!!! Após o término do Billabong Pipe Master, última etapa do circuito mundial de surf profissional, que acabou nesta segunda 18 com a vitória do francês Jeremy Flores, e após a conquista do título de bicampeão mundial de surf profissional para o havaiano John John Florence (título mais que merecido), agora podemos divulgar sem medo de errar quem serão os 34 atletas que vão compôr o tour em 2018.

Os 22 primeiros classificados pelo ranking principal para 2018 são: John John Florence, Gabriel Medina, Julian Wilson, Jordy Smith, Matt Wilkinson, Owen Wright, Kolohe Andino, Adriano de Souza, Joel Parkinson, Filipe Toledo, Sebastian Zietz, Mick Fanning, Connor O’Leary, Frederico Morais, Jeremy Flores, Adrian Buchan, Kanoa Igarashi, Caio Ibelli, Michel Bourez, Conner Coffin, Joan Duru e Ítalo Ferreira.

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Jesse Mendes. Foto: WSL/Steve Robertson

Os classificados pelo circuito de acesso (WQS) para a elite são Griffin Colapinto, Jesse Mendes (Brasil), Wade Carmichael, Tomas Hermes (Brasil) , Yago Dora (Brasil), Willian Cardoso (Brasil), Keanu Asing, Ezekiel Lau, Michael Rodrigues (Brasil) e Patrick Gudauskas.

Um fato muito importante para ser considerado, que vai contra a teoria da conspiração da turma do “mi, mi, mi” é que em 2018 o Brasil terá o maior time de surfistas no tour entre as nações que vão disputar o caneco principal. Serão onze brasileiros correndo pelo título no próximo ano contra oito australianos, seis norte-americanos, quatro havaianos, dois franceses, um sul-africano, um português e um tahitiano. Ou seja, sem sombra de dúvidas, o Brasil vive a sua melhor fase no surf competição internacional e o fato de não levar o título não significa que os brasileiros estão sofrendo perseguição. Em um passado muito recente (2014 e 2015) a bandeira verde e amarela flamulou no lugar mais alto do mundo do surf. O brasileiro precisa sim aprender a perder e dar o mérito para o atual bi-campeão mundial, John John Florence, que ao lado do brasileiro Gabriel Medina é, sem dúvida, o melhor surfista do mundo na atualidade.

Pela regra da Liga Mundial de Surf (WSL), dois atletas completam as duas últimas vagas do ranking (vagas 33 e 34), os chamados wildcards, considerando atletas lesionados ou convidados pela liga. A primeira vaga da lista será ocupada pelo 11 vezes campeão mundial Kelly Slater, que sofreu um grave lesão no meio do circuito em 2017. A última vaga está confirmada para o brasileiro Ian Gouveia, filho do mito Fábio Gouveia. Ian encerrou a temporada na primeira vaga (23º) após o corte de classificação. Para se manter na elite o jovem atleta precisava vencer em Pipeline. Considerando que a etapa do Hawaii foi a estreia de Ian nessa prova, o pernambucano ficou com a terceira posição, o que certamente chamou a atenção dos tomadores de decisão do circuito.

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Ian Gouveia. Foto: WSL

Além disso, os também brasileiros Miguel Pupo e Wiggolly Dantas foram anunciados pela WSL como terceiro e quatro alternates, respectivamente. Uma espécia de lista de espera do tour.

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Jadson André. Foto: WSL/Tony Heff

Infelizmente o time brasileiro sofreou baixas relevantes no time para 2018. Os atletas que deixam a elite no próximo ano são: Jadson André (Brasil), Wiggolly Dantas (Brasil), Bede Durbidge, Ethan Ewing, Leonardo Fioravanti, Josh Kerr (aposentado), Jack Freestone, Stu Kennedy, Miguel Pupo (Brasil) e Nat Young.

 

Filipe Toledo completa o pódio brasileiro em Trestles

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Filipe Toledo. Foto: WSL/SEAN ROWLAND

Galera, as finais das duas etapas dos circuitos mundiais de surf profissional em Trestles (EUA), masculino e feminino, foram históricas nesta sexta-feira 15. Se eu estiver errado, por favor, os mais velhos me corrijam, mas eu acredito que é a primeira vez que o Brasil garante ao mesmo tempo a vitória no masculino e feminino no mesmo evento da Liga Mundial.

Depois da vitória de Silvana Lima na prova, Filipe Toledo, local de Ubatuba (SP), garantiu sua vitória no masculino, no Hurley Pro at Trestles, contra o sul-africano Jordy Smith.

Em um mar com poucas ondas, Filipinho garantiu suas notas logo no começo da bateria em ondas intermediárias, o que lhe rendeu duas notas boas: 7,67 e 8,00. Já Jordy Smith optou por aguardar 18 minutos para surfar sua primeira onda. Apesar de conseguir uma nota excelente, um 9,00, o sul-africano não encontrou mais nenhuma onda e fechou a prova com um total de 9,80.

Com a vitória Filipinho vai para a próxima etapa do circuito, na França, com sede de vitória para seguir na briga do título mundial.

Que Deus o acompanhe!!!! Aliás, como Filipinho é evangélico, assim como eu, não posso deixar de gritar um GLÓRIA A DEUS pela vitória.

Aloha!!!

 

 

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