Weslley Dantas no pódio em Pipe

O ubatubense Weslley Dantas encerrou neste domingo 4 sua participação no Volcom Pipe Pro, em Pipeline (Hawaii), tradicional etapa de nível 3000 do circuito de acesso para a elite mundial de surf profissional, organizado pela World Surf League. Dantas foi até a final da competição e terminou a prova na 3ª colocação, colocando o surfista paulista na 11ª posição do ranking de acesso. É claro que muita onda ainda vai rolar em 2018, mas se fosse definido hoje o circuito de acesso, Weslley Dantas estaria apenas a uma posição de entrar para a elite em 2019.  Continue lendo “Weslley Dantas no pódio em Pipe”

2018 começou gigante no surf!!!

No primeiro dia de 2018, enquanto muitos tiraram o dia para curtir a ressaca de Ano Novo, o paulista Marcelo Luna, natural de São Bernardo do Campo (SP), estava na água em busca de onda grande. Claro que o cenário em que ele se encontrava não era o litoral brasileiro que durante o verão é dedicado para os maroleiros.
Luna deu start à 2018 em Nazaré, Portugal, e surfou a onda do vídeo acima. Até o momento, segundo a equipe do atleta, essa é a maior onda (25 metros) surfada nesse ano (foto abaixo), em breve será anunciada no site da World Surf League, concorrendo ao Big Waves Awards, o Oscar de Ondas Gigantes no Mundo.
f8c8917f-46dc-418a-9346-8fca27a15def
Marcelo Luna, Nazaré, Portugal (janeiro/2018). Crédito: Guilherme M. Soares.
Além da onda no dia 1º de janeiro de 2018, Marcelo Luna concorre ao prêmio com outra onda surfada no mesmo pico, em novembro do ano passado (foto abaixo). Será a segunda vez que o atleta disputa esse reconhecimento e o próximo foco é buscar a marca na remada.
IMG-20171213-WA0017
Marcelo Luna, Nazaré, Portugal (novembro/2017). Crédito: Máquina Voadora.
“Eu não estou aqui por acaso, trabalhei muito para isso sem ninguém ver, nem saber quem eu era. Quando realmente decidi seguir meu sonho e trabalhar, foram dias inteiros e intermináveis de estudos e preparação para realizar meus objetivos e me tornar atleta profissional”, relembra Marcelo Luna. “Eu tenho uma ligação muito forte com o surf, maior do que tudo, pois dentro do mar me sinto junto de Deus, e sou muito grato a Jesus pelas oportunidades que ele me dá todos os dias. Eu sempre digo que o segredo do meu sucesso é porque não estou surfando para competir com ninguém, estou surfando para agradar à Deus, como se fosse a minha maneira de agradecer pela vida todos os dias, e acho que por isso ele me abençoa”, completa o atleta, que conta com o patrocínio do Vale Paraiso Natur Park.
No vídeo abaixo, Marcelo Luna dá em seu canal no Youtube um depoimento sobre a essência das ondas grandes, pela visão de quem as enfrenta e faz de tudo para sobreviver.
Paralelo a sua agenda como Big Surfer, Marcelo Luna toca o projeto Meu Mundo, Meu Sonho, cujo objetivo principal é levar esperança a crianças e jovens de todo mundo que não conseguem realizar seus sonhos, seja por dificuldades financeiras ou falta de estrutura familiar. Por meio de palestras incisivas na política preventiva de combate as drogas, alcoolismo, e tabagismo, Marcelo Luna utiliza sua própria experiência de vida para influenciar e apresentar para esse público as imensas oportunidades e caminhos a serem seguidos, e de que nada é impossível para realização de um sonho se em primeiro lugar, estiver a palavra de Deus, princípios, honestidade, estudos, trabalho, e dignidade.
Saiba mais também pelo canal:

Retrospectiva Surf – Notas 10 WCT 2017

Aloha galera, a paz!!! Blz?

Todos os anos eu faço uma retrospectiva mostrando a performance de atletas brasileiros em disputas internacionais e tal. Esse ano decidi fazer algo diferente, algo que, literalmente, remetesse à nota 10!!! Daí pensei em montar o vídeo acima com todas as notas 10 registradas nas etapas do WCT em 2017.

Foi um prazer trabalhar nessa ideia porque tive que revisitar todas as disputas do WCT nesse ano, re-assistir algumas baterias, rever momentos irados e, a conclusão principal: somos os melhores do mundo!!! Não estou falando de título, isso é detalhe. Os números, esses sim não mentem. Vamos a eles.

Como todos sabem, o Campeonato Mundial de Surf Profissional, organizado pela World Surf League, é composto de 11 etapas. Do total, apenas cinco disputas registraram as 12 notas 10 conquistadas ao longo do ano. Houve sim, uma chuva de notas 9, notas 8 e uns quebrados, mas as tão sonhadas notas 10 foram poucas. De todas as notas máximas anunciadas, o Brasil saiu na frente. Nossos brazukas conquistaram cinco notas 10, sendo que três foram de autoria de Filipinho Toledo (uma em Bells Beach e duas em Jeffreys Bay), seguido por Ítalo Ferreira (um 10 na Gold Coast) e Gabriel Medina (um 10 em Fiji).

Aliás, Jeffreys Bay foi uma chuva de 10. Das 12 notas 10 em 2017, sete foram em J-Bay. Como já disse acima Filipinho Toledo conquistou duas notas máximas em J-Bay e a vitória da etapa, contando os dois aéreos alley-oops na mesma onda, rsrsrsrs. O sul-africano Jordy Smith foi dono de três notas 10 no mesmo evento e foi também nessa etapa o único no ano a conquistar 20 pontos, na mesma bateria: ou seja, 20 pontos, de 20 possíveis: o heat perfeito.

Além do Brasil e da África do Sul, a lista de notas 10 no WCT 2017 ficaram com os havaianos Ezequiel Lau (um 10 na Gold Coast), Sebastian Zietz (um 10 em Margaret River); o português Frederico Morais (um 10 em J-Bay); e o australiano Julian Wilson (um 10 em J-Bay).

Espero que se divirtam com as ondas perfeitas surfadas em 2017 editadas no vídeo acima e que em 2018 possamos comemorar muitos 10, de preferência, verdes e amarelos. Feliz 2018 queridos leitores. Que Deus abençoe a todos no próximo ano com saúde, sabedoria e paz e, claro, altas ondas. Aloha!!!

Acordo entre WSL e ISA para surf nas Olimpíadas

A Associação Internacional de Surf (ISA) e a World Surf League (WSL) anunciaram nesta quarta-feira 20 um acordo para definir a quantidade de vagas que levarão atletas para disputar a medalha olímpica no surf nos Jogos de 2020, em Toquio, no Japão.

De acordo com o comunicado oficial enviado pelas duas entidades, ao todo a competição terá 40 vagas destinadas para o surf, onde 18 serão definidas pela WSL, 20 ficarão à critério da ISA com base nos resultados dos mundiais ISA Games de 2019 e 2020 e  Jogos Panamericanos de 2019 em Lima (Peru),  e duas vagas restantes serão destinadas para dois atletas (masculino e feminino) do país anfitrião (Japão).

Os critérios que a WSL adotará para convocar os profissionais do tour não foram divulgados.

Quem entra e sai da elite do surf em 2018

john john_WSL_TONY HEFF
John John Florence (bi-campeão mundial de surf profissional). Foto: WSL/Tony Heff.

Aloha galera!!! Após o término do Billabong Pipe Master, última etapa do circuito mundial de surf profissional, que acabou nesta segunda 18 com a vitória do francês Jeremy Flores, e após a conquista do título de bicampeão mundial de surf profissional para o havaiano John John Florence (título mais que merecido), agora podemos divulgar sem medo de errar quem serão os 34 atletas que vão compôr o tour em 2018.

Os 22 primeiros classificados pelo ranking principal para 2018 são: John John Florence, Gabriel Medina, Julian Wilson, Jordy Smith, Matt Wilkinson, Owen Wright, Kolohe Andino, Adriano de Souza, Joel Parkinson, Filipe Toledo, Sebastian Zietz, Mick Fanning, Connor O’Leary, Frederico Morais, Jeremy Flores, Adrian Buchan, Kanoa Igarashi, Caio Ibelli, Michel Bourez, Conner Coffin, Joan Duru e Ítalo Ferreira.

jesse_WSL_STEVE ROBERTSON
Jesse Mendes. Foto: WSL/Steve Robertson

Os classificados pelo circuito de acesso (WQS) para a elite são Griffin Colapinto, Jesse Mendes (Brasil), Wade Carmichael, Tomas Hermes (Brasil) , Yago Dora (Brasil), Willian Cardoso (Brasil), Keanu Asing, Ezekiel Lau, Michael Rodrigues (Brasil) e Patrick Gudauskas.

Um fato muito importante para ser considerado, que vai contra a teoria da conspiração da turma do “mi, mi, mi” é que em 2018 o Brasil terá o maior time de surfistas no tour entre as nações que vão disputar o caneco principal. Serão onze brasileiros correndo pelo título no próximo ano contra oito australianos, seis norte-americanos, quatro havaianos, dois franceses, um sul-africano, um português e um tahitiano. Ou seja, sem sombra de dúvidas, o Brasil vive a sua melhor fase no surf competição internacional e o fato de não levar o título não significa que os brasileiros estão sofrendo perseguição. Em um passado muito recente (2014 e 2015) a bandeira verde e amarela flamulou no lugar mais alto do mundo do surf. O brasileiro precisa sim aprender a perder e dar o mérito para o atual bi-campeão mundial, John John Florence, que ao lado do brasileiro Gabriel Medina é, sem dúvida, o melhor surfista do mundo na atualidade.

Pela regra da Liga Mundial de Surf (WSL), dois atletas completam as duas últimas vagas do ranking (vagas 33 e 34), os chamados wildcards, considerando atletas lesionados ou convidados pela liga. A primeira vaga da lista será ocupada pelo 11 vezes campeão mundial Kelly Slater, que sofreu um grave lesão no meio do circuito em 2017. A última vaga está confirmada para o brasileiro Ian Gouveia, filho do mito Fábio Gouveia. Ian encerrou a temporada na primeira vaga (23º) após o corte de classificação. Para se manter na elite o jovem atleta precisava vencer em Pipeline. Considerando que a etapa do Hawaii foi a estreia de Ian nessa prova, o pernambucano ficou com a terceira posição, o que certamente chamou a atenção dos tomadores de decisão do circuito.

ian_WSL_STEVE SHERMAN
Ian Gouveia. Foto: WSL

Além disso, os também brasileiros Miguel Pupo e Wiggolly Dantas foram anunciados pela WSL como terceiro e quatro alternates, respectivamente. Uma espécia de lista de espera do tour.

jadson_WSL_TONY HEFF
Jadson André. Foto: WSL/Tony Heff

Infelizmente o time brasileiro sofreou baixas relevantes no time para 2018. Os atletas que deixam a elite no próximo ano são: Jadson André (Brasil), Wiggolly Dantas (Brasil), Bede Durbidge, Ethan Ewing, Leonardo Fioravanti, Josh Kerr (aposentado), Jack Freestone, Stu Kennedy, Miguel Pupo (Brasil) e Nat Young.

 

Filipe Toledo completa o pódio brasileiro em Trestles

Filipe Toledo
Filipe Toledo. Foto: WSL/SEAN ROWLAND

Galera, as finais das duas etapas dos circuitos mundiais de surf profissional em Trestles (EUA), masculino e feminino, foram históricas nesta sexta-feira 15. Se eu estiver errado, por favor, os mais velhos me corrijam, mas eu acredito que é a primeira vez que o Brasil garante ao mesmo tempo a vitória no masculino e feminino no mesmo evento da Liga Mundial.

Depois da vitória de Silvana Lima na prova, Filipe Toledo, local de Ubatuba (SP), garantiu sua vitória no masculino, no Hurley Pro at Trestles, contra o sul-africano Jordy Smith.

Em um mar com poucas ondas, Filipinho garantiu suas notas logo no começo da bateria em ondas intermediárias, o que lhe rendeu duas notas boas: 7,67 e 8,00. Já Jordy Smith optou por aguardar 18 minutos para surfar sua primeira onda. Apesar de conseguir uma nota excelente, um 9,00, o sul-africano não encontrou mais nenhuma onda e fechou a prova com um total de 9,80.

Com a vitória Filipinho vai para a próxima etapa do circuito, na França, com sede de vitória para seguir na briga do título mundial.

Que Deus o acompanhe!!!! Aliás, como Filipinho é evangélico, assim como eu, não posso deixar de gritar um GLÓRIA A DEUS pela vitória.

Aloha!!!

 

 

Silvana Lima vence em Trestles

silvana lima
Silava Lima. Foto: WSL/STEVE SHERMAN

A brasileira Silvana Lima, única brasileira no circuito mundial feminino de surf profissional, venceu nesta sexta-feira 15 o Swatch Pro, sétima etapa do campeonato mundial de 2017, que aconteceu em Lower Trestles, na Califórnia.

A brazuka, que está sem patrocinador principal, foi invicta em toda a disputa com notas altas, acima de 8 pontos. “Que felicidade estou sentindo. Adoro surfar em Trestles. Acredito que o Brasil está em festa. Quero agradecer a toda a torcida e a minha família”, comemorou Silvana em entrevista para a WSL.

Com essa vitória, Silvana encerra um jejum de sete anos sem vencer uma etapa do circuito mundial.

Além dessa vitória em Trestles, Silvana também lidera o circuito de acesso ao CT 2018, inclusive com sua vaga já garantida na elite do surf mundial para o próximo ano.

Parabéns Silvana, você é show!!!

Silvana Lima vence o QS na Costa Rica

296102_647365_captura_de_tela_2016_10_09_a_s_19-32-08-1
Silvana Lima. Foto: Divulgação

A tetracampeã brasileira de surf, Silvana Lima, galgou mais um degrau em busca de sua recolocação no circuito mundial de surf feminino em 2017. A atleta conquistou nesse domingo 9 o Essential Costa Rica Open, na Costa Rica, etapa válida pelo circuito de acesso ao campeonato mundial do próximo ano.

Com o resultado, Silvana agora é a quarta no ranking de acesso da Liga Mundial de Surf, que no final do ano trará para a divisão principal da categoria em 2017 as seis primeiras atletas do ranking, não considerando as atletas que já estão, ao mesmo tempo, entre as 10 do ranking principal e entre as seis da divisão de acesso.

O calendário de competições do circuito de acesso feminino em 2016 prevê ainda outras quatro competições até o final do ano.

“Esse vem sendo o resultado de todo um trabalho e dedicação para recuperar minha vaga no WCT. Foi um torneio muito divertido e a Costa Rica me lembrou muito as praias do Brasil com a água quentinha e um bom beachbreak. Estou muito feliz em vencer pela primeira vez aqui. Agora parto relaxada para os eventos finais do campeonato, o que era definitivamente meu objetivo”, comemora Silvana.

A atleta Silvana Lima tem sua carreira gerenciada pela XYZ Talents, com apoio da Oi, Furnas, Vult Cosméticos, Kommunity Project, Birds Intercâmbio, Grrrl Clothing e Cabianca.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑